Skinpress Rss

sábado, 3 de novembro de 2012

TRAVA-LÍNGUA

2



Trava-língua é uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílabas difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente.
Os trava-línguas são oriundos da cultura popular, são modalidades de parlendas (rimas infantis), podendo aparecer sob a forma de prosa, versos, ou frases.
Os trava-línguas recebem essa denominação devido à dificuldade que as pessoas enfrentam ao tentar pronunciá-los sem tropeços, ou, como o próprio nome diz, sem "travar a língua". Além de aperfeiçoarem a pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos.

Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?

Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.

O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.

O Tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo, tempo tem.

O pelo do peito do pé do Pedro é preto.

O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! Se desoriginalizásemo-lo original não seria!

O rato roeu a roupa do Rei da Rússia que a Rainha, com raiva, resolveu remendar.

Toco preto, porco fresco, corpo crespo.

Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolandia?

A pia perto do pinto, o pinto perto da pia, tanto mais a pia pinga, mais o pio pinta.
Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, apara o prato, pia o pinto e mia o gato

Se vaivém fosse e viesse, vaivém ia, mas como vaivém vai e não vem, vaivém não vai.

Um ninho de mafagafos, tinha sete mafagafinhos. Quem desmafagar esses mafagafinhos bom desmagafigador será.

Uma aranha dentro da jarra. Nem a jarra arranha a aranha nem a aranha arranha a jarra.

A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso
Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.

Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão.



A aranha arranha a rã.A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.







Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando

O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.

Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.

Tem uma tatu-peba, com sete tatu-pebinha. Quem destatupebar ela, bom destatupebador será.

Caixa de graxa grossa de graça.
Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos, qual o bom carrapateador, que o descarrapateará?

Fui caçar socó, caçei socó só, soquei socó no saco socando com um soco só.

 Em um ninho de mafagafos havia sete mafagafinhos; quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
 O peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
 O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de doce de batata-doce.

Fonte:http://lista10.org/uteis/10-trava-linguas-para-melhorar-a-pronuncia/




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Compartilhando as experiências de Roberta Pimentel

0


Um pouco mais de psicopedagogia – estudos e reflexões

Vamos a mais um processo de compartilhamento de estudos sobre psicopedagogia?

Já aventurei-me aqui no blog diversas vezes ao dividir com vocês, leitores(as), parte das minhas experiências nesse campo de estudos. Já fiz relatos de eventos que participei em psicopedagogia, desde o trabalho que apresentei no Congresso da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), em Osasco, passando também por posts onde escrevi o que aprendi e conheci no último congresso em São Paulo, basta navegarem um pouquinho pelo blog e encontrarão tais publicações. Tem bastante coisa interessante, vale a pena, principalmente sobre o último evento que reuniu psicopedagogia e saúde mental.

Além disso, sempre que possível registro minhas aprendizagens com a supervisão psicopedagógica que faço com a Drª Nádia Bossa, também em São Paulo. Hoje é um desses momentos, quero mais uma vez relatar conhecimentos adquiridos nesse processo.

Porém, antes, explico algo importante. Nem tudo que escreverei por aqui são palavras da Drª Nádia. Hoje é um pouco diferente, pois quero apenas destacar algo que comecei a dar grande atenção no início do processo de supervisão, há mais de um ano e que fui construindo e reelaborando. Diz respeito as teorias que alicerçam nosso diagnóstico e intervenção.

Inicialmente, ainda nas primeiras supervisões, Drª Nádia fez algumas referências aos diferentes embasamentos teóricos que respaldam a psicopedagogia. A especialização que fiz, no meu ponto de vista, foi extremamente superficial, por isso senti-me bastante entusiasmada com a forma com que minha supervisora falava sobre as teorias da psicopedagogia, até porque ela foi bem além da pedagogia e da psicologia, que eu tinha ouvido e lido com mais frequência.

Antes de conhecer pessoalmente a Drª Nádia, já tinha lido suas principais obras e estudado suas coleções de DVDs (Atta Mídia – excelente material, me ajudou demais), assim como já tinha estudado Sara Paín, Edith Rubstein, Maria Lúcia Weiss, Jorge Visca e Alícia Fernández. Esses foram os autores que literalmente devorei durante minha especialização em psicopedagogia.

Aventurei-me durante os anos seguintes e até hoje continuo encontrando novos materiais e artigos que contribuem muito com meu processo de amadurecimento profissional. É nesse sentido que elaboro o artigo de hoje. Uma continuidade de estudos, aqui, junto com vocês. Que tal? Será que gostarão? Será que poderá ajudar alguém? Quem quiser participar comigo, relatar impressões e experiências, será uma honra, pois enriquecerá o estudo. Todos que quiserem e puderem me ajudar, mãos na massa, ajudem!!!!

E então, vamos lá?

Primeiramente, uma síntese bem rápida, apenas para uma contextualização importante: a psicopedagogia exige um olhar abrangente que envolve conhecimentos de várias ciências, em uma tentativa de integrar os múltiplos aspectos intervenientes nos processos de aprender e ensinar (Scoz, Beatriz. 2011).

Hoje, entendo na prática, de forma bem mais concreta, o quanto a psicopedagogia transcende os muros apenas da identificação das dificuldades, dos problemas, transtornos ou distúrbios e deleita-se também, necessariamente, aos aspectos das intervenções nas inúmeras relações humanas que intervém no processo de aprendizagem – pai, mãe, irmão, professores, etc. Isso sempre foi muito claro para mim, tendo em vista que em várias obras é possível ler a respeito das causas externas que interferem diretamente na aprendizagem, muitas vezes camuflando sintomas.

No entanto, quero aqui registrar o quanto fui elaborando em mim mesma, ao longo dos anos, a importância de trazer para as intervenções psicopedagógicas as relações envolvidas quando atendo os pacientes, com a presença física dos envolvidos ou não. Esse é um dos fatores que me levaram a criar o Centro de Referência em Aprendizagem Humana (CRAH) onde, em parceria com a livraria Janina elaboro encontros com pais e professores.

Os encontros do CRAH me ajudam numa série de itens que muitas vezes extrapolam os atendimentos clínicos. Alguns atendimentos realizo individualmente com os pais, ou seja, sem o (a) filho (a), e consigo ótimos avanços, mas, em grupo, assim como a própria Alícia Fernández sugere com seus trabalhos em família, procuro proporcionar também vivências diferentes das sessões individuais, são contextos de trabalhos que se complementam. No CRAH os pais de vários pacientes se conhecem e vivenciam comigo diferentes experiências, todas com o intuito final de fortalecer as relações humanas que interferem no processo de aprendizagem.

Em grupo tratamos de assuntos que vão bem mais além da sessão individual e é encantador ver como os pais se fortalecem nesse tipo de trabalho. O maior beneficiado com isso tudo são meus pacientes, claro. Imprime ao meu trabalho uma ação psicopedagógica de maior qualidade.

Este é um relato que há dias estava preparando para publicar com a finalidade de dividir experiências importantes na minha trajetória clínica e que possivelmente pode servir para os (as) colegas da mesma área.

Hoje, não posso me alongar muito mais, caso contrário, a publicação se estenderá além do ideal. Fico feliz de poder dividir aqui com vocês esse simples fato, mas que é tão significativo para mim e meus pacientes.

Mas, claro, antes de encerrar, preciso ir um pouco além e contar que, como disse um pouco antes, aprendi a admirar a segurança da Drª Nádia ao tratar das diferentes teorias que respaldam a atuação psicopedagógica, por isso quero contar para vocês que a partir de hoje publicarei meus estudos a respeito dessas teorias. Como foi um estudo muito importante pra mim, espero com isso que outras pessoas possam aprender comigo e, muito mais, formar um grupo de estudo virtual, rico em trocas de experiências. Que tal?

A partir de hoje, uma vez por semana publicarei esses estudos e torcerei para que as pessoas sintam vontade de entrar comigo nesse processo e assim fazerem seus registros no espaço dos comentários. Dessa forma será possível criarmos mais um canal de estudos na internet.

O blog já tem um número bastante relevante de acessos, o que me alegra inexplicavelmente, mas nem todos possuem tempo de escrever. Quando não puderem, sem problemas, deixem apenas a curtida registrada, se gostarem, para eu possa avaliar a percepção de vocês, mas, ainda assim, peço, se puderem, participem desse estudo comigo, escrevam suas impressões, compartilhem suas experiências.

Tenham certeza de que só registrarei artigos que possam ser importantes para a nossa prática. Algumas vezes escreverei sobre o sujeito cognoscente, outras vezes, sobre as principais implicações teóricas para a práxis psicopedagógica, me esforçarei para abordar as contribuições da psicanálise e assim por diante, conforme perceber a necessidade.

Dicas, críticas construtivas e outras experiências serão muito bem-vindas.

Com carinho, Roberta Pimentel
http://www.robertapimentel.com.br/2012/11/01/um-pouco-mais-de-psicopedagogia-estudos-e-reflexoes/
Fonte:http://psico09.blogspot.com.br/

MUTISMO SELECTIVO

0


A CRIANÇA QUE NÃO FALA – MUTISMO SELECTIVO


O mutismo selectivo pode ser compreendido como um medo inadequado de falar fluente e espontaneamente, que surge particularmente em contextos fora de casa e que se pode prolongar até à fase da adolescência. Para os especialistas da saúde mental o mutismo selectivo surge como uma perturbação de ansiedade na infância.

Normalmente acontece nas crianças mais pequenas, por volta dos 3 anos de idade, embora as queixas se acentuem mais no final do pré-escolar e inicio do 1º ciclo, sendo que as raparigas são mais propensas a apresentarem este problema comparativamente com os rapazes, estimando-se uma prevalência inferior a 1% em idade escolar. É nesta idade mais precoce que as crianças são mais renitentes em estabelecer contacto e a relacionarem-se com pessoas estranhas. Na realidade estas crianças não apresentam nenhuma perturbação da linguagem, nenhum atraso cognitivo ou alterações profundas de desenvolvimento, a não ser este medo/ansiedade que gera nelas o silêncio perante estranhos ou junto de pessoas com as quais não se sentem à vontade.

Este problema psicológico interfere na realização escolar e/ou ocupacional e/ou na comunicação social, estando presente no mínimo há 1 mês e não coincidindo com o primeiro mês de escolarização, pois a entrada para o jardim-de-infância ou 1º ciclo surge como uma das primeiras mudanças contextuais significativas na vida das crianças, onde estas são obrigadas a contactar com estranhos. É nesta altura que o mutismo selectivo se pode desencadear ou exacerbar, pois quando as crianças não participarem nas actividades e existe uma ausência de interacção grupal, torna-se notória e prejudicial esta sua dificuldade de adaptabilidade ao contexto escolar, colocando pais, educadores e professores em alerta. O desejado é que após a fase de integração, em que todas as crianças se sentem inseguras e desconfiadas, ganhem confiança nelas próprias e comecem a estabelecer vínculos afectivos com as pessoas que as rodeiam (p.e outras crianças, educadora/professora), permitindo assim que as suas reservas prévias desapareçam. Mas, quando este silêncio se prolonga no tempo e se generaliza à maior parte das pessoas, com excepção, da família, deixa de ser um comportamento adaptativo, colocando em questão a integridade física e mental da criança, pelo facto de esta se deixar vencer por este seu medo. Este comportamento desadaptativo, na maior parte das vezes, conduz a dificuldades nas relações sociais, o que por sua vez, gera uma baixa auto-estima nas crianças; dificuldades a nível do rendimento académico, uma vez que grande parte dos professores e educadores se queixam de não conseguirem avaliar correctamente estas crianças, pois mesmo conhecendo as suas capacidades cognitivas, a informação que dispõem não é suficiente, comparativamente com as restantes crianças da sua sala; e inclusive, ao nível da sua saúde física, isto porque, em grande parte das vezes, muitas destas crianças não conseguem expressar ao adulto as suas necessidades mais básicas (p.e ir à casa de banho, ter fome, o ter caído e se magoado). É um problema transitório, mas se a criança não receber um tratamento atempado e eficaz, no futuro este problema pode levar a uma diminuição do desejo e vontade de estar na escola, podendo conduzir ao abandono e insucesso escolar, a consumos de estupefacientes, ideias suicidas, depressão, fobia social, entre outros.

Estas crianças caracterizam-se por serem crianças tímidas, retraídas, socialmente inseguras, por norma dependentes, com excessiva rigidez e perfeccionistas. Quando comunicam, na maioria das ocasiões fazem-no através de gestos (p.e acenando a cabeça) e quando usam a fala, fazem por vezes com que o volume da sua voz seja muito baixo, limitando-se outras a apenas sussurrar ao ouvido. Evitam o olhar (p.e olham para o chão), escondem-se através dos objectos ou das figuras parentais, sendo as suas intervenções muito breves e curtas, tentando sempre evitar/escapar a todas as situações sociais em que se sintam expostas (p.e demorarem muito tempo na casa de banho ou a vestirem-se de modo a evitarem ir a algum lugar) como forma de alívio ao mal-estar produzido pelas suas respostas de ansiedade perante tal situação.

Ao falar-se deste problema que afecta algumas das nossas crianças e que preocupa os pais e educadores/professores, pelas consequências a longo prazo que daqui podem advir, é necessário distinguir as crianças que têm uma grande aversão em falar, pois para estas é muito difícil falar em determinadas situações, das crianças que acham que não podem falar em certas situações (chamado mutismo selectivo), das crianças que acham que não podem falar em qualquer situação (mutismo progressivo ou total). No entanto estas últimas são crianças que deixam mesmo de estabelecer comunicações orais, por mais curtas que sejam, mesmo com as pessoas mais íntimas, levando assim à deterioração das suas relações interpessoais e consequentemente, ao isolamento social. Em todas estas formas, o medo e a ansiedade encontram-se presentes, conduzindo a um comportamento desadaptativo.

A aprendizagem deste medo desproporcionado de falar nas crianças, tem em muito a ver com o comportamento dos adultos que as rodeiam. As altas expectativas em relação às crianças, a punição, a correcção de todas as suas falhas e, até mesmo, a existência de algum familiar com um problema idêntico, são algumas das razões que podem contribuir para o desenvolver deste problema psicológico.

De um modo geral, este medo de falar gera nas crianças, alterações corporais, tais como, o aumento da sudação, da tensão muscular, do ritmo respiratório e da pulsação cardíaca. Depois, quando a criança consegue evitar ou fugir, podem surgir as dores de cabeça, de barriga e o ir várias vezes à casa de banho. Por outro lado, alterações comportamentais, como roer as unhas, levar os dedos ou parte do seu vestuário à boca, balançar as pernas ou o corpo, tiques, entre outras, são alterações que também dai podem advir. Este medo é igualmente causador de um grande sofrimento emocional e pessoal e por isso, estas crianças necessitam de ajuda especializada para que este silêncio como resposta não faça parte do seu reportório vivencial.

Muitas das vezes, com o passar dos dias, dos meses e até mesmo dos anos, este problema começa a agudizar-se, não sabendo as escolas e os pais como o solucionar. Nessa altura surge a necessidade de uma intervenção especializada que permita a modificação das respostas fisiológicas e cognitivas desencadeadas, sendo que a criança é uma das primeiras a querer ver este problema resolvido, pois estão motivadas para fazerem amigos e terem sucesso nas aprendizagens. No entanto não se trata de um comportamento voluntário ou de uma birra, como muitos poderão pensar. São sobretudo crianças que se deixam vencer por este medo, que as obriga a tornarem-se"seres silenciosos", num mundo cheio de ruídos do qual também elas fazem parte.

O procurar de ajuda psicológica, surge como uma nova situação que irá desencadear na criança medo de falar, mas a utilização de várias técnicas cognitivo-comportamentais permitirão em articulação com a família e a escola, o seu superar. Em alguns dos casos uma abordagem farmacológica pode ajudar a diminuir os seus níveis de ansiedade.

De seguida serão apresentadas algumas estratégias de intervenção que pais e educadores/professores poderão adoptar para as auxiliar.

Aos pais sugere-se:

Estimular a comunicação do seu filho desde muito pequeno, de preferência quando a criança começar a falar, para este aprender a expressar-se em diferentes situações sociais, sabendo onde, como e com quem o deve fazer;
Ensinar pequenas tarefas de responsabilidade (p.e vestir-se, lavar os dentes, por a mesa, arrumar o quarto, entre outras);
Evitar o uso de expressões depreciativas ("não tens vergonha; és sempre o mesmo; nunca falas");
Evitar, na presença da criança ou em locais que esta possa escutar, falar do seu problema com outras pessoas;
Não obrigar a criança a falar quando esta se recusa;
Não se zangar ou castigar por esta se negar a falar;
Não criar metas dificilmente atingíveis pela criança;
Não a obrigar a cumprimentar uma pessoa ou a aproximar-se desta ou de um local que ela própria não deseja;
Evitar situações em que a criança apenas comunique sussurando ao ouvido, dizendo"não te oiço","não percebo o que me dizes" de modo a estimular a sua comunicação oral;
Atribuir-lhe tarefas em diferentes situações sociais (p.e ir pedir um gelado ao Sr. do café);
Manter sempre a calma quando o seu filho tem demonstrações desadequadas de falar;
Convidar amigos ou familiares para frequentarem com maior regularidade a sua casa;
Programar saídas, onde estejam envolvidas outras pessoas que sejam estranhas para a criança;
Permitir a inserção em outras actividades grupais extra-curriculares;
Ser paciente e quando o seu filho falar, não termine as suas frases, de modo a evitar uma excessiva dependência;
Transmitir sempre tranquilidade e segurança, mas não a superproteger;
Ter uma boa articulação com a escola;

Aos Educadores/Professores sugere-se:

Deixar a criança comunicar por gestos e expressar os seus sentimentos e pensamentos através de uma folha de papel ou de cartões apenas num primeiro momento, o de estabelecer a relação, pois a partir de então começar a estimular as pequenas verbalizações (p.e sim/não) e assim sucessivamente, certificando-se sempre que a criança se sente confortável para passar ao passo seguinte;
Permitir o jogo lúdico, contar histórias e criá-las através de fantoches, falar com ela sobre coisas que ela goste, até conseguir gerar um clima agradável e descontraído;
Dar espaço para a criança decidir se quer ou não falar, utilizando expressões encorajadoras ("tens tempo, podes falar hoje ou amanha, quando tu quiseres");
Não a ignorar e dar-lhe a mesma atenção que dá às outras crianças;
Incentivar actividades não verbais; proporcionar oportunidades para falar mas não a forçar (p.e quebra-cabeças, puzzles, jogos de tabuleiro);
Encorajar sempre a criança a intervir, não passando a sua vez, dando-lhe sempre a oportunidade de apresentar uma resposta/resultado final;
Não deixar que outra criança desempenhe as tarefas ou responda a questões na vez da criança com dificuldade em falar;
Incentivar a interacção social, permitindo a integração destas crianças no grande grupo (turma), iniciando estas interacções em pequenos grupos, de preferência com algum dos amigos com quem a criança mais se relacione, alargando progressivamente o nº dos elementos do grupo, até se chegar ao grande grupo, de forma a evitar o seu isolamento social;
Evitar que sejam criados rótulos depreciativos, evitando e corrigindo certas verbalizações por parte das outras crianças ("Essa é a que não fala";"Ela só se dá com o João, mais ninguém";"Nós já não a convidamos para brincar, ela não fala");
Demonstrar a sua compreensão sempre que se aperceba que uma criança está a sofrer porque não consegue resolver a tarefa proposta, utilizando expressões encorajadoras ("Não te preocupes, aos pouco e poucos, tu irás conseguir");
Contar histórias a toda a turma onde a temática seja o medo de falar e onde a personagem principal o conseguiu superar, de modo que todas as crianças compreendam este problema e percebam o que podem fazer para ajudar;
Reforçar positivamente e de forma individualizada, todas as intervenções faladas ou não, sendo esse reforço significativo para a criança (p.e elogios escritos, verbais);
Atribuir responsabilidades à criança (p.e marcar as presenças, distribuir fichas de trabalho, recolher os trabalhos elaborados);
Ser empático e paciente.

Exercícios, Atividades e Teste para Dislexia

0

1- Exercícios e Actividades para Dislexia

2 - Exercícios e Actividades para Dislexia

3 - Exercícios e Actividades para Dislexia

Teste Diagnóstico para identificar Dislexia em Adultos

As questões estão relacionadas com diferentes áreas da Dislexia. Lê as perguntas com atenção e responde com honestidade.




1.Achas difícil distinguir esquerda de direita?

2.Para ti é difícil ler um mapa ou encontrar uma
direcção para um sítio desconhecido?


3.Não gostas de ler em alta voz?

4.Demoras mais do que era suposto
para ler uma página de um livro?


5.Achas difícil perceber o que leste?

6.Não gostas de ler livros com muitas páginas?

7.Soletras mal?

8.A tua letra (caligrafia) é difícil de ler?

9.Ficas confuso se tiveres que falar em público?

10.Achas difícil escrever mensagens no telemóvel?

11.Quando dizes uma palavra longa, tens
dificuldade em dizer todos os sons pela ordem correta?


12.Achas difícil somar usando somente a mente,
sem usar os dedos ou papel?


13.Confundes os números quando os marcas no telefone?

14.Consegues dizer os meses do ano rapidamente?

15.Consegues dizer os meses do ano de trás para a frente?

16.Confundes datas e horas e esqueces-te de compromissos?

17.Enganas-te muitas vezes ao escrever um cheque?

18.Achas que impressos são confusos?

19.Confundes números como 95 e 59?

20.Para ti é difícil aprender as tabuadas?


Se respondeste sim à maioria destas questões, então há uma grande probabilidade de seres disléxico
Fonte:http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br

A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA COM IDOSOS

3



Como se morre de velhice 
ou de acidente ou de doença, 

morro, Senhor, de indiferença. 
Da indiferença deste mundo 
onde o que se sente e se pensa 
não tem eco, na ausência imensa. 
Na ausência, areia movediça 
onde se escreve igual sentença 
para o que é vencido e o que vença. 
Salva-me, Senhor, do horizonte 
sem estímulo ou recompensa 
onde o amor equivale à ofensa. 
De boca amarga e de alma triste 
sinto a minha própria presença 
num céu de loucura suspensa. 
Já não se morre de velhice 
nem de acidente nem de doença, 
mas, Senhor, só de indiferença

(Cecília Meireles, in 'Poemas 1957)

A intervenção psicopedagógica com pessoas idosas atua justamente para minimizar essa “indiferença”.
Ás vezes, a indiferença de familiares e da sociedade, faz com o idoso se torne apático perante a própria vida, sendo este o momento em que geralmente adoece.
Não ter mais perspectivas, olhar para o horizonte – tão sonhado na juventude – sem ter estímulos, sem vontade em persistir no eco e na importância de suas palavras e atitudes, faz com a vida deixe de ser vivida, trazendo monotonia e tédio para a vida da pessoa.
A intervenção psicopedagógica, visa à inserção do idoso à sociedade, incentivando-o a reintegrar sua vida, por meio de estímulos que despertem seu desejo pelo saber.
Esse saber, não é apenas o “saber” acadêmico e escolarizado, é o desejo de aprender e saber ainda mais com a vida. Ter novamente sonhos do futuro, utilizar a mente, colocar o raciocínio em funcionamento, ler, falar, declamar, escrever, voltar a ser o autor de sua história, com dignidade e auto-estima elevada, pura e simplesmente, por que ainda pode contemplar a vida.

Essa mudança de olhar para a vida é uma das intervenções do psicopedagogo. Em sessões semanais com o idoso, promove situações de desafios intelectuais por meio de jogos, conversas, leituras e “troca de saberes” que capacitam, reciclam e promovem um grande bem estar pessoal. Gerando, muitas vezes, a mudança de rotina e desempenho em relação às atividades do dia a dia.
Porém, seu espírito deve estar aberto para novos fatos, desafios. O tédio, o ócio, o medo de ousar, são sentimentos que isolam o idoso do convívio de outras pessoas.
Todas as pessoas têm a capacidade de aprender durante sua existência. Para tanto, precisam, ser motivadas. A falta de excitação intelectual leva a estagnação cognitiva, consequentemente, à morte do desejo.
Sem desejo, não se vive!

Créditos: Lully Nascimento






quinta-feira, 1 de novembro de 2012

LINGUAGEM CORPORAL

2

  

A LINGUAGEM CORPORAL E SEUS BENEFÍCIOS NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM


A Linguagem corporal é uma estratégia que pode ser utilizada para aperfeiçoar a qualidade no processo ensino- aprendizagem; e para que esse recurso seja empregado com êxito é fundamental que seu receptor se envolva e esclareça tal linguagem, pois, a partir do momento que a transmissão de conhecimentos seja efetuada de uma maneira diferente e bem criativa, o interesse será despertado propiciando bons resultados. 
Segundo Bordenave (1982, p. 59): (...) A metacomunicação pode ser verbal ou não-verbal, isto é, feita quer com palavras, quer com gestos, olhares, tom de voz. É importante esclarecer como funciona a linguagem corporal e o que cada gesto significa, pois o professor só saberá ensinar se de fato conhecê-los. Baseando-se nisso Pease afirma que:
Reserve pelo menos cinco minutos diários para estudar a linguagem  corporal das outras pessoas e adquirir consciência de seus próprios gestos. Os melhores locais dessa leitura são os ambientes onde as pessoas se encontram e interagem. (2004, p.33)
Para que aconteça o desempenho efetivo no decorrer da execução da linguagem corporal é fundamental que o transmissor de tal linguagem tenha um conceito formado e praticado, sendo assim, consequentemente o mesmo terá como aliado uma grande ferramenta para ministrar uma aula criativa, comunicativa e dinâmica.
O principal valor que a linguagem corporal atribui em uma sala de aula é a diversidade que ela pode oferecer ao âmbito escolar, pois, através das diferentes formas de transferir conhecimentos é que podemos chegar ao sucesso esperado. Segundo Gam Bardella (2004 pg.21), (...) A Linguagem é a propriedade basicamente humana de manifestar idéias e sentimentos por meio de diversos sons e gestos específicos, sendo o instrumento pelo qual a inteligência e desenvolvida.
A Linguagem corporal é uma grande forma de expressar mensagens sem o uso da fala, pois através de gestos pode acontecer uma troca de informações onde a participação coletiva dos alunos acontece de forma espontânea, porém se caso esse interesse não aconteça o entendimento será de difícil compreensão.
 A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM CORPORAL NAS SÉRIES INICIAIS.
A educação das séries iniciais necessita de um reconhecimento onde a sua importância seja valorizada, pois, sem dúvida a própria é a base sólida que qualquer individuo precisa em sua vida escolar, por este motivo todo e qualquer método utilizado para transmitir esse conhecimento é de grande relevância para o ensino. Carmo Júnior analisa que:
Com a descoberta da linguagem, a criança encontra sua humanidade, autentica física e direta. É o primeiro esplendor da vontade viva e vigorosa, métrica e poética. Nesse sentido, o corpo biologicamente instituído no mundo se oferece a primeira dança da vida. No verdadeiro sentido da representação, todo ser é artista e todo ato faz sentido. Eis uma noção da subjetividade corporal, quando se manifestam nos códigos do gesto humano, o jogo humano da palavra com as coisas. (p.19, 1995)
É importante que seja apresentado várias possibilidades para a criança se expressar nas séries iniciais e a linguagem corporal, dentre tantas, é uma dessas formas de comunicação que pode ser inserida para o ensino das crianças, sendo assim, Carmo Júnior complementa que:
Quando negamos à criança expressar-se através de movimento, quebramos uma corrente começa em suas primeiras experiências vivenciadas e forçamos um retrocesso em um aprendizado progressivo e latente. (pg.19-1995)
E complementando este pensamento, Nicolau contribui dizendo que: outro fator que exerce uma enorme influência sobre o desenvolvimento infantil é a descontinuidade entre os valores da criança, a sua forma de viver e de se comunicar e aqueles trabalhos da escola. (1986, pg. 78).
A oportunidade de um bom desenvolvimento onde a criança possa criticar contestar transformar só pode ser praticada se desde cedo a criança for estimulada e respeitada em suas experiências de vida. A linguagem presente no gesto, nos movimentos simples ou complexos permite a criança ser e estar no mundo. É um mundo que se movimenta que gesticula que faz com que cada criança procure formas de imitá-lo para aprender a viver. De acordo com o estudioso Foucault:
O controle disciplinar não consiste simplesmente em ensinar ou impor uma série de gestos definidos; impõe a melhor relação entre o gesto e a atitude global do corpo, que é sua condição de eficácia e rapidez. No bom emprego do corpo, que permite um bom emprego do tempo, nada deve ficar ocioso ou inútil: tudo deve ser chamado a formar o suporte do ato requerido. Um corpo bem disciplinado forma o contexto de realização do mínimo gesto. Uma boa caligrafia, por exemplo, supõe uma ginástica uma rotina cujo rigoroso código abrange o corpo por inteiro, da ponta do pé á extremidade do indicar. (1987, p.130).
A linguagem corporal tem papel fundamental como contribuinte no processo ensino-aprendizado, pois, todo e qualquer instrumento que venha a somar com o método de ensino do professor irá de fato proporcionar bons resultados futuros para a educação em geral; e com certeza também facilitará com o trabalho do profissional, responsável por esse trabalho tão importante, não só nas séries iniciais, mas na vida escolar, como um todo.
A educação se dá de diversas formas, dependendo de cada povo e cada cultura, o saber, os gestos que as crianças realizam. A criança vê, entende, imita e aprende e se educa com a sabedoria que existe na própria comunidade. Baseando – se nisso Pease afirma que:
Pesquisas recentes mostram de maneira convincente que a linguagem corporal pode acrescentar muitas coisas em sua vida. Pode mudar o humor antes de sair de casa, pode se sentir mais  confiante no trabalho, convincente e persuasivo (2005, p. 270). (...)
È preciso mudar o papel da educação formal porque apenas informa e treina os alunos. A utilização da linguagem corporal è algo inovador e dinâmico. Para Maia: A linguagem é considerada  como a capacidade humana de articular significados coletivos e compartilha–los  em sistemas arbitrários  de representação , que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade (1999,P.125).
A tarefa do educador nesse processo é vital, pois se ele não estiver disposto a mudar, não poderá jamais reclamar da educação que seus filhos e netos receberão. Maia analisa que:
No mundo contemporâneo, marcado pelo apelo informativo imediato, a reflexão sobre as linguagens e seus sistemas, que se mostram articulados por múltiplos códigos, e sobre os processos e procedimentos comunicativos é uma garantia de participação ativa na vida social, a cidadania desejada (1999, P.127)
A humanidade vive em um processo constante de amadurecimento, por isso se faz necessário que homem esteja em sintonia com essas mudanças buscando conhecimento. Maia contribui dizendo que:
Os conhecimentos que pode parecer, em um primeiro momento, como imediato, tem por trás de si uma história de lutas classificatórias que devem ser revistas no âmbito escolar. (1999, P. 127).
Conhecer o desenvolvimento da linguagem corporal devem ser o ponto de partida para qualquer profissional que objetive trabalhar com essa modalidade, entretanto, é claro que os conhecimentos sobre o processo de aquisição da linguagem necessita de pesquisas que trabalhem essa modalidade, ou seja, a linguagem corporal. A importância desses estudos se de fato de indicarem caminhos para os fatores implicados no processo de aquisição da linguagem que pode ser de grande valia para a aquisição da língua portuguesa (1997, P. 67)
 Entretanto, Petitto argumenta que a criança simplesmente produz gestos que diferem dos sinais produzidos, por volta dos 14 meses analisando essa produção gestual como parte do período pré- linguístico (1987. P.71)
Obeserva-se que a criança desde o nascimento, desenvolve o gesto, essa comunicação corporal que com o passar do tempo vai se desenvolvendo de acordo com o crescimento. Petitto enfatiza:
As crianças com menos de um ano, surdas ou ouvintes, apontam freqüentemente para indicar objetos e pessoas. Mas quando ela entra no estagio de um sinal, o uso de apontarão desaparece sugere que nesse período parece ocorrer uma reorganização básica em que a criança muda o conceito da apontarão inicialmente gestual. (1987, P. 71).
Fonte:
 http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/linguagem-corporal-3567030.html
Autora: Renata dos Santos Chagas

VAMOS EXERCITAR O CÉREBRO??

1


                    Então, preparado? Vamos lá?

 Albert Einstein criou este teste de (raciocínio lógico) no século passado e afirmou que 98% da população mundial não é capaz de resolvê-lo.

Acesse: