Skinpress Rss

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TRANSTORNO DA ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO

2


O que é?
O transtorno de ansiedade de separação é caracterizado por ansiedade excessiva em relação ao afastamento de um dos pais (normalmente a mãe) ou seus substitutos, não adequada ao nível de desenvolvimento, que persiste por, no mínimo, quatro semanas, causando sofrimento intenso e prejuízos significativos em diferentes áreas da vida da criança ou adolescente.
As crianças com Transtorno de Ansiedade de Separação tendem a vir de famílias muito unidas.
Quando separadas de casa ou das figuras principais de vinculação, elas podem exibir, de um modo recorrente, retraimento social, apatia, tristeza ou dificuldade para concentrar-se no trabalho ou em brincadeiras.

Este medo causa sofrimento significativo e prejuízos importantes nas áreas social, escolar e familiar. Crianças e adolescentes com este transtorno tornam-se extremamente ansiosas quando não estão em companhia dos pais, o que causa queda de desempenho escolar e dificuldade de interação com colegas. Não raro, a mãe desiste de trabalhar ou ter outras atividades para dar segurança ao filho.

Qual a população atingida?

Na população infanto juvenil, em geral, estima-se que cerca de 4% dos indivíduos sofram de graus variáveis deste transtorno. Já entre crianças e adolescentes atendidas em algum serviço ambulatorial este índice salta para 27% a 38%, o que nos dá uma ideia da gravidade do problema. O transtorno parece ser ligeiramente maior no sexo feminino, mas a diferença não é significativa. Pesquisas sugerem que este problema pode ser mais comum em crianças cujas mães sofram de transtorno do pânico. O problema se inicia antes dos 18 anos e tem duração mínima de quatro semanas.
Sinais de alerta para a ansiedade de separação em crianças e adolescentes:
- Sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação;
-Preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação;
-Preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de vinculação (p. ex.: perder-se ou ser sequestrado);
-Relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação;
-Temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos;
-Relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa;
-Pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação;
-Repetidas queixas de sintomas somáticos (cefaléias, dores abdominais, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista.

O que causa a ansiedade de separação?
Como em qualquer outro transtorno de ansiedade, existe uma interação de fatores biológicos e ambientais. Crianças e adolescentes com predisposição genética para a ansiedade podem apresentar este transtorno, risco que cresce progressivamente se ela viver em um ambiente estressante, em famílias ansiosas e passar por alguma situação traumática.
É importante observar o comportamento de pais e familiares: se eles demonstram preocupação excessiva com doenças, assaltos, desastres ou mesmo acontecimentos do cotidiano na presença da criança. Esta característica não só sinaliza para a predisposição genética, como também cria a predisposição psicológica, já que a criança estrutura sua personalidade principalmente com as pessoas e ambientes em que passa mais tempo. Além disso, o costume de controlar o comportamento da criança com base em ameaças sobrenaturais e imaginárias ("bicho-papão", "homem do bueiro", "cuca", "papai do céu vai te castigar") predispõe a criança a ter reações de ansiedade frente a perigos inexistentes, demandando assim a presença integral da figura de vinculação importante para se sentir segura.

Tratamento

Quando há recusa escolar, o retorno à escola deve ser o mais rápido possível, para evitar cronicidade e evasão escolar. Deve haver uma sintonia entre a escola, os pais e o terapeuta quanto aos objetivos, conduta e manejo. O retorno deve ser gradual, pois se trata de uma readaptação, respeitando as limitações da criança e seu grau de sofrimento e comprometimento.
As intervenções familiares objetivam conscientizar a família sobre o transtorno, auxiliá-los a aumentar a autonomia e a competência da criança e reforçar suas conquistas.
É importante que os pais e parentes próximos se conscientizem da importância de mudar seus possíveis comportamentos ansiosos e tendência à preocupação devido ao impacto negativo causado nas crianças.
Além disso, os pais devem promover os comportamentos independentes dos seus filhos.
Os pais precisam incentivá-los a superar seus medos e, jamais, subestimarem sua competência para lidarem com situações temidas.
As intervenções farmacológicas são necessárias quando os sintomas são graves e incapacitantes, embora estudos controlados documentando seu uso sejam limitados.
O uso de antidepressivos tricíclicos (imipramina) mostrou resultados controversos.
Os benzodiazepínicos, apesar de poucos estudos controlados que avaliem a sua eficácia, são utilizados para ansiedade antecipatória e para alívio dos sintomas durante o período de latência dos antidepressivos.
Os inibidores seletivos da recaptura de serotonina podem ser efetivos para o alívio dos sintomas de ansiedade, sendo considerados medicação de primeira escolha devido ao seu perfil de efeitos colaterais, sua maior segurança, fácil administração e quando há comorbidade com transtorno de humor. 
A utilização de beta-bloqueadores em crianças não está bem estabelecida.
É importante que os pais e parentes próximos se conscientizem da importância de mudar seus possíveis comportamentos ansiosos e tendência à preocupação devido ao impacto negativo causado nas crianças. Além disso, os pais devem promover os comportamentos independentes dos seus filhos. Os pais precisam incentivá-los a superar seus medos e, jamais, subestimarem sua competência para lidarem com situações temidas.
Por Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra)

Fonte:

domingo, 18 de novembro de 2012

MODELO DE CONTRATO TERAPÊUTICO PARA O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

1



Espaço Psicopedagógico ........................
Fulano(a)...................................................
Psicopedagogo (a)....................................


CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PROFISSIONAL PARA REALIZAÇÃO DE DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO

São partes no presente instrumento particular de Contrato de Prestação de Serviço Profissional, de um lado, como CONTRATADA:

Fulano(a)......................................................................, proprietário(a) do Espaço Psicopedagógico ......................................., portador(a) do RG ............................., CPF ................................; CF ..........................., inscrito (a) na Associação Brasileira de Psicopedagogia – Seção .................... sob o nº ....................., com certificado de pós-graduação Lato Sensu em Psicopedagogia, registrado no ............................... sob o nº ................, fls. ........., livro .................., situado em ................................................ e, de outro, como CONTRATANTE:
o(a) Sr.(a)_______________________________________, RG ____________________, CPF______________________,residente e domiciliado(a) na cidade de ___________________, na ________________________________________.

Têm, as partes, entre si, justo e contratado o seguinte:

CLÁUSULA PRIMEIRA – DO OBJETO:
O objeto do presente contrato consiste na Prestação de Serviço Profissional na área de Psicopedagogia por parte do(a) CONTRATADO (a), nos termos e em conformidade com os ‘Princípios e Diretrizes do Atendimento Psicopedagógico’ em anexo, cujo teor é de inteiro conhecimento do (a) CONTRATANTE e passa a fazer parte do presente instrumento contratual.

CLÁUSULA SEGUNDA – DA DURAÇÃO:
A CONTRATADA é responsável pelo ‘Atendimento Psicopedagógico’ do(a) menor _____________________________, aqui representado(a) pelo(a) CONTRATANTE, nos dias e horários estabelecidos entre as partes contratantes e abaixo especificados, em encontros com duração de 50 (cinqüenta) minutos cada.
DIAS DA SEMANA HORÁRIO DE INÍCIO HORÁRIO DO TÉRMINO
Parágrafo Primeiro: Essa primeira etapa do ‘Atendimento Psicopedagógico’ que corresponde ao ‘Diagnóstico’ será realizada ........... vez(es) por semana, num total mínimo de ....... (.......) encontros, assim especificados: ..... (......) encontros com os pais, ....... (.......) encontros com a escola  e ....... (......) encontros com a criança. Caso haja necessidade, os encontros da criança poderão ser ampliados em até ..... (....) encontros. No penúltimo encontro os pais comparecerão para receber o Relatório Psicopedagógico, com todas as explicações que se fizerem necessárias.
Parágrafo Segundo: A segunda etapa do ‘Atendimento Psicopedagógico’ refere-se ao ‘Acompanhamento’. Essa etapa diz respeito somente àquelas crianças que necessitam de dar continuidade ao atendimento. Para essa etapa será feito um novo contrato fixando-se o período que for necessário de acordo com cada criança.

CLÁUSULA TERCEIRA – PAGAMENTO:
Pelos serviços descritos na Cláusula Segunda, o(a) CONTRATANTE se compromete pagar ao (à) CONTRATADO (a) a importância de R$ ......... (.......................reais) por cada encontro realizado com o(a) menor ............................................................. e por cada encontro destinado à coleta de dados e entrega do Relatório aos pais e/ou responsáveis.
Parágrafo Primeiro: Não serão cobrados os honorários referentes às visitas realizadas à escola, o primeiro encontro com o responsável (motivo da consulta/conhecer o espaço), o tempo que ultrapassar no segundo encontro (Anamnese) e o penúltimo (Entrega do Relatório) com os pais.

Parágrafo Segundo: Nessa etapa que correspondente ao ‘Diagnóstico Psicopedagógico’ o pagamento poderá ser feito em ........ parcelas, sendo o primeiro pagamento efetuado no segundo encontro – Anamnese   e o segundo no penúltimo encontro com os pais - Entrega do Relatório.

Parágrafo Terceiro: Na hipótese de pagamento em atraso de qualquer parcela devida nessa primeira etapa, o(a) CONTRATANTE se obriga a solvê-la pelo valor vigente no dia do vencimento, acrescido de uma multa diária de 0,2% (zero, dois por cento) sobre o valor total, além de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês de atraso. Em caso de eventual cobrança, a parte inadimplente arcará, ainda, com eventuais despesas jurídicas ou de honorários advocatícios de 20% (vinte por cento).

CLÁUSULA QUARTA – DA OBRIGAÇÃO DO HORÁRIO:
         O (A) CONTRATADO (A) deverá iniciar todos os encontros pontualmente no horário pré-estabelecido. Qualquer eventual atraso por parte do (a) CONTRATADO(A), fica assegurado ao (à) CONTRATANTE o direito de exigir a compensação do tempo equivalente ao do atraso que poderá ser coberto no mesmo dia ou em data a ser definida. O atraso por parte do (a) CONTRATANTE, acarretará perda do tempo correspondente previsto para o encontro.
Parágrafo primeiro: O(a) CONTRATANTE tem o prazo de até 24 (vinte e quatro) horas que antecedem ao horário pré-estabelecido para os encontros para comunicar eventual falta. O encontro será cobrado normalmente e o(a) CONTRATADO(A) se compromete a repor o horário do encontro em dia a ser combinado, preferencialmente na mesma semana, de tal forma que a criança não fique prejudicada. Não havendo horário disponível que seja do agrado dos pais, fica estabelecido o pagamento referente à falta não cabendo reposição de horário pelo(a) CONTRATADO(A).
Parágrafo Segundo: Caso o (a) CONTRATADO (A) desmarque algum encontro por motivos particulares, o(a) CONTRATANTE  terá o direito de reposição do encontro com dia e hora a ser acordados entre as partes.
Parágrafo Terceiro: quando qualquer um dos encontros pré-fixados da criança ocorrer em dia de feriado, o(a) CONTRATADO(a) se compromete a atender a criança dentro da mesma semana em horário a ser escolhido de acordo com as partes.
CLÁUSULA QUINTA – DO USO DA DOCUMENTAÇÃO:
         O(A) CONTRATANTE autoriza o uso pelo(a) CONTRATADO (a) de todos o trabalhos realizados pelo(a) menor, incluindo relatórios das sessões e gravações autorizadas, desde que com o propósito de consulta profissional, pesquisa, educação e publicação em revistas ou jornais especializados, com o devido resguardo da identidade da criança, de seus familiares e da escola e somente após o término de todo o processo avaliativo (diagnóstico). Para tal ato, se redigirá à época autorização para que as partes assinem.

CLÁUSULA SEXTA – DA RESCISÃO DE CONTRATO:
O(A) menor ou o(a) seu(sua) responsável poderá a qualquer momento desistir do ‘Atendimento Psicopedagógico’, resguardando o mesmo direito ao profissional, caso alguns itens não estejam sendo cumpridos. Em caso de desistência por parte da família, fica o(a) Psicopedagogo(a) isento(a) de qualquer responsabilidade sobre a criança. Qualquer que seja a causa ou a responsabilidade pela suspensão do processo da etapa correspondente ao ‘Diagnóstico’, fica acordado o ressarcimento de todos os pagamentos devidos pelo CONTRATANTE até a data do cancelamento.
Parágrafo Primeiro: fica reservado ao(a) CONTRATADO(a) o direito de não receber a criança de volta caso a família suspenda o atendimento sem justa causa, pois esse tipo de ação compromete em demasia a continuidade e reciprocidade no atendimento.
  
CLÁUSULA SÉTIMA – DO FORO:
         As partes elegem o foro de .......................... para dirimir quaisquer dúvidas decorrentes da execução do presente instrumento contratual.
         E assim, por estarem justas e contratadas, as partes assinam o presente instrumento particular em 2 (duas) vias de igual teor e forma, na presença de testemunhas abaixo relacionadas, para que surta seus jurídicos e legais efeitos.

                           .....................- .........,  .......... de .................................... de ...............
                                    Fulana......................................................................
                                    PISOCOPEDAGOGO(A) CONTRATADO(A)       
                                    ________________________________________
                                    NOME CONTRATANTE:

TESTEMUNHAS:
1.NOME:______________________________________________
ASSINATURA: _________________________________________
2.NOME:______________________________________________
ASSINATURA: _________________________________________
Espaço Psicopedagógico ...................
Psicopedagoga...................................................
Endereço:
Cep – Cidade – Estado
Tel:
e-mail:


Fonte:
 xa.yimg.com/kq/groups/.../CONTRATO_PSICO

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

BORBOLETAS DE ZAGORSK

0

O melhor documentário já feito sobre educação especial. BBC.
Educadores russos ensinam crianças com deficiência auditiva e visual na cidade de Zagorsk, inspirados e baseados nas teorias do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934).

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Complemento do post Emoções vividas durante e após Gravidez

0

Olá Leitores(as),
Após colocar o post sobre emoções vividas pelas mães antes e depois da gravidez, fui pesquisar sobre Associação Brasileira para o Estudo do Psiquismo Pré e Perinatal pois é um tema que muito me interessa, e para minha surpresa achei algo que complementa o post mencionado anteriormente. Vou colocá-lo na íntegra. Leiam até o fim.

"Olá meninas ..... Sou uma apaixonada pela psicanálise estudo há algum tempo e agora por conta da gestação mais ainda, gostaria de dividir com vocês me sinto obrigada a passar isso adiante peço que leia até o fim, pois pode mudar o rumo da vida do seu bebê. Há uns 10 anos fiz sessões de regressão uterina, através de um hipnose e técnicas de respiração, de lá pra ca me interessei pelo assunto, voltei ao útero da minha mãe e posso afirmar que é real. Faço parte de um grupo de estudos de psicanálise Paulina onde juntamos Freud e a bíblia, formada por médicos e pastores não é enganação e nem historias demonológicas." 

Filhos são livros em branco sem letras, as primeiras letras a serem inseridas começam no útero, daí vai a importância de nos mãe estarmos escrevendo bons livros. De fato que todos nossos sentimentos e emoções ficam armazenados no nosso subconsciente e determinam nossa personalidade. O que dita como será seu filho dos 8 anos em diante é qual ambiente ele vive hoje, pois até os 8 anos é formado o caráter e personalidade, depois disso só apagando e escrevendo uma nova frase é um longo caminho as vezes uma vida inteira. Conheço pessoas sofreram com uma dor de cabeça inexplicável, crianças um trauma, um pavor sem explicação, tudo vivido durante a gestação, uma menino de 2 anos que ao entra no carro fica em pânico, arranha suas unhas no vidro querendo sair, motivo: a mãe sofreu um acidente de carro aos 4 meses de gravidez. 

Medo, dor, euforia, vergonha, raiva, alegria, tristeza são alguns dos sentimentos que transmitimos aos nosso bebês a partir do 2º tri. 




Uploaded with ImageShack.us 

O estado emocional da mãe pode interferir nas reações e no desenvolvimento do feto. Emoções como ira, medo e ansiedade “acionam” o sistema nervoso autônomo da mãe, e algumas substâncias químicas são liberadas na corrente sangüínea, como epinefrina e acetilcolina. Ao mesmo tempo, glândulas endócrinas secretam diferentes hormônios, resultando numa alteração da composição do sangue da gestante. Estas novas substâncias são transmitidas através da placenta, produzindo modificações no sistema circulatório do bebê. Todas essas alterações teriam influência negativa: o stress emocional prolongado vivenciado pela mãe durante o período de gestação traria conseqüências duradouras para a criança: hiperatividade, irritabilidade, evacuação excessiva, gases e distúrbios no sono são alguns dos possíveis problemas que podem surgir, apontados através de diferentes estudos (David, DeVault & Talmadge, 1961; Joffe, 1969; Sameroff & Zax, 1973; Sontag, 1944). 

Para melhor compreendemos esse processo, Joanna Wilheim (2002) assim o descreve:"[...] a elevação do nível de cortisol, que, lançado na corrente circulatória, pode afetar fisiologicamente o feto ou provocar nele uma reação do 'fechar-se' em uma espécie de 'escudo protetor' para ficar ao abrigo do efeito doloroso causado por tais substâncias [...]" (WILHEIM, 2002, pg. 59. 
"[...] Outras catecolaminas menos conhecidas por pessoas leigas são a noradrenalina, a serotonina, a oxitocina, a epinefrina, a norepinefrina e a dopamina. Todas elas, uma vez lançadas na corrente sanguínea, produzem sensações psicológicas associadas ao temor e à angústia. Quando presentes na corrente sanguínea da mãe, atravessam a barreira placentária entrando na corrente sanguínea que abastece o feto por meio do cordão umbilical. O feto irá então sentir a mesma perturbação emocional sentida pela mãe: temor e angústia. Portanto, o temor e a angústia transmitidos ao feto pela mãe têm, na sua origem, um caráter eminentemente fisiológico[...]" (WILHEIM, 2002, pg. 58. 
"[...] O conhecimento da psicologia pré-natal é importante tanto para a psicologia evolutiva como para a psicanálise, cujo objeto primordial de estudo é o inconsciente. Com efeito, se considerarmos que todos os fatos ocorridos com o ser antes de ele nascer a) recebem registro mnêmico, b) que este registro fica guardado apenas no plano do inconsciente, c) que todas as vivências pelas quais passa o ser no período pré-natal irão fazer parte de sua bagagem inconsciente, exercendo influência tanto sobre a sua personalidade pós-natal como sobre a sua conduta e o seu comportamento, e d) que o estudo do inconsciente é o objeto por excelência da psicanálise, conclui-se que o estudo da psicologia pré-natal é de importância fundamental para ela [...]" (WILHEIM, 2002, pg. 18. 
Concordam como completa o post das emoções vividas pelas mães durante e depois da gravidez? Incrível.

Fonte:
http://www.e-familynet.com/phpbb/viewtopic.php?t=501615
SOBRE A AUTORA 
Psicóloga clínica e psicanalista

"Há muito mais continuidade entre a vida intra-uterina 
e a primeira infância do que a impressionante cesura do ato do nascimento 
nos permite saber"(FREUD, 1926). 

EMOÇÕES VIVIDAS DURANTE E APÓS A GRAVIDEZ

3



Achei esse trabalho de Iniciação Científica, que trata sobre as emoções das mães desde a gravidez, até a idade de 2 anos de seus filhos.
Entretanto a parte emocional, embora igualmente importante, fica relegada a segundo plano quando não totalmente esquecida e não estamos falando apenas do emocional do bebê, mas também dos responsáveis por ele.
Agora compreendendo melhor os conceitos da psicopedagogia e tudo o que envolve a aprendizagem, vejo com é fundamental e indispensável à parte emocional de uma mãe que está gerando.
Nós profissionais da saúde e educação, sabemos que as influências do meio, podem causar sérios danos para um bebê em desenvolvimento, seja pelo estresse, enfermidade, ou por qualquer outra situação que afeta o emocional da mãe.
Sendo assim compartilharei partes desse trabalho.
O ser humano desenvolve-se como um todo desde sua concepção, sentindo as angústias e os sentimentos positivos e negativos que todos à sua volta emanam, principalmente daquela que o carrega no ventre, sua mãe.
 O parto, geralmente um momento de alegria para os pais é, para o bebê, a primeira perda que se dá com muito sofrimento.
A partir do nascimento, junto ao desenvolvimento físico que se processa continuamente, ocorrem os desenvolvimentos emocional, psicológico, social e cognitivo, que numa evolução gradual e contínua, serão os responsáveis pela formação de um adulto sadio e feliz.
Na idade de 0 a 2 anos, não são apenas as necessidades orgânicas devem ser supridas. Com igual importância existem as necessidades psicológicas e emocionais que obedecem a fases que devem ser respeitadas e exercidas integralmente. Não sendo supridas essas necessidades, podem aparecer no futuro, problemas diversos, como: baixa autoestima, não aceitação, dificuldades de socialização e outros.
Essa grande carga de responsabilidade sobre as mães provoca nelas angústias quanto às suas funções, o que independe de sua idade, situação financeira, grau de instrução ou classe social.
Ao lado das múltiplas alterações físicas - temporárias e reversíveis-  que ocorrem durante a  gestação, a gestante sofre alterações psíquicas e emocionais decorrentes da ação de hormônios da gravidez. Nessa fase de intensa revolução íntima na mulher, estados de medo, ansiedade, angústia, depressão, irritabilidade, falta de tolerância e choro, gerados pela expectativa do parto e da evolução de um novo ser em seu ventre, podem ser “normais” e constantes.
     Quando isso acontece, o amparo e a compreensão dos familiares e acima de tudo do futuro pai, adquirem um papel muito importante, para evitar que esses problemas se acentuem.
     Outra percepção importante pode ocorrer neste momento em algumas mulheres, que é a transformação de seu papel de filha para o de mãe, o que pode gerar conflitos em algumas gestantes (Klotzel, 2002).
     Nessa fase, todo sentimento, positivo ou negativo, emanado pela mãe, ou transmitidos pelo pai ou familiares, podem atingir diretamente o novo ser, devido à sua íntima relação de trocas com todos os envolvidos em sua história, pois...” o início das crianças se dá quando elas são concebidas mentalmente. É um fato que se manifesta no brincar de muitas crianças, de qualquer idade, após os dois anos.” (Winnicott, 2002).
     Sabe-se hoje que bebês irrequietos, nervosos, é fruto de um período conturbado durante a gestação. (Camacho, 2002)
     É comprovado que o pequeno feto, já no início do 2º mês, recebe todas as informações emocionais (tristeza, medo, ansiedade) emanadas pela mãe diante das circunstâncias externas (brigas, perdas, problemas conjugais) e as registra em suas células.
Até mesmo a resistência que algumas mães apresentam à aceitação das transformações físicas e psíquicas, exigidas em seu novo papel, são transmitidas ao feto, que as recebe reagindo às mesmas até com manifestações faciais.
     A influência das emoções da mãe sobre o feto é tão importante que a ABREP-Associação Brasileira para o Estudo do Psiquismo Pré e Perinatal - foi criada em 1991, para congregar profissionais de áreas afins para promover a permuta de experiências e conhecimentos, além de divulgar informações referentes a este novo ramo do conhecimento.
     Isso vem confirmar que a gestação, essa fase tão difícil e assustadora na vida da mulher, deve ser bem acompanhada, os pais devem ser bem orientados, pois as marcas  registradas no feto durante esse período, vão ficar para sempre.
  Os aspectos emocionais na relação mãe/bebê são tão importantes que vários teóricos estudaram e escreveram sobre o tema.
 Relação mãe/ bebê, segundo Winnicot
 A origem dos indivíduos se dá quando eles são concebidos mentalmente e faz parte do material de que se constituem, os sonhos e muitas outras ocupações. A vida psicológica do indivíduo não tem início exatamente no momento em que ele nasce e segundo estudos em prematuros e pós-maduros, os psicanalistas concluem que o momento certo do nascimento é o momento do parto a termo, quando o bebê está preparado para abandonar o útero, passando por esse processo de maneira natural.
Relação mãe/bebê, segundo Piaget   
 Para Piaget, é incontestável que o afeto desempenha um papel essencial no funcionamento da inteligência. Sem afeto não haveria interesse, nem necessidade, nem motivação; e consequentemente, perguntas ou problemas nunca seriam colocados e não haveria inteligência. A afetividade é uma condição necessária na constituição da inteligência. (Piaget, 1962)
Ainda segundo ele, podemos considerar de duas maneiras diferentes as relações entre afetividade e inteligência. A verdadeira essência da inteligência é a formação progressiva das estruturas operacionais e pré-operacionais. Na relação entre inteligência e afeto, podemos postular que o afeto faz ou pode causar a formação de estruturas cognitivas.
As responsáveis por esta pesquisa entrevistaram 13 mulheres com idades de 17 a 40 anos e o estado civil dessas mães eram solteiras e casadas e classe social média. E do resultado dessa pesquisa obtiveram os seguintes dados:
Sobre os sentimentos que mais marcaram sua gravidez, 31% disseram sentir felicidade, emoção e alegria, 23%  se emocionaram  com os movimentos do feto e para 38%  das entrevistadas, os sentimentos foram de tristeza, decepção, medo e solidão.
Sobre a importância que a mãe tem na formação da criança, 69% disseram saber e 31% disseram saber pouco ou nada sobre isso.
Sobre os sentimentos das entrevistadas em relação à criança de 0 a 2 anos, 93% diz sentir amor, carinho, respeito e orgulho  e apenas 7% diz não sentir nada ou não querer sentir.
A conclusão deste trabalho, ressaltou a importância do vínculo afetivo que se estabelece entre mãe filho, antes mesmo do nascimento bem como os cuidados básicos e necessários para o desenvolvimento, seja através do aleitamento materno, ou como o simples fato de pegá-lo no colo, o que lhe transmitirá conforto e segurança.
Outro aspecto muito importante abordado pelas autoras, e que deve ser considerado, é a situação social, financeira e principalmente a emocional, da maioria das mães entrevistadas. Se a mãe tem que ter tranquilidade para cuidar do seu bebê, com o carinho e atenção que ele precisa nessa fase, como ficam os bebês cujas mães foram abandonadas pelo companheiro, ou que foram expulsas de casa por terem engravidado sendo solteiras, ou que não desejavam aquele filho por falta de condições até de espaço?
Percebemos que são vários os fatores que influenciam direta e indiretamente tanto sobre as futuras mães e seus bebês. Já abordei assuntos relacionados e semelhantes sobre a estrutura emocional, e de como esta é passada para o filho. Como já mencionei em outros textos, as causas para diversas questões existentes em nossas crianças, são reflexo dos acontecimentos vivenciados muito antes do nascimento pelas mães.

Fonte:
www.faat.com.br/site/.../04levantamentonecessidades.d...





Teste online para TDAH Infantil

0


Atenção! Este teste serve para uma avaliação inicial de intensidade das queixas e sintomas característicos do TDAH . Lembre que um diagnóstico somente pode ser feito por um especialista, após uma análise detalhada do caso.