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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Técnica SON-RISE

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  Son-rise

Este programa foi criado pelos autores e professores Barry Neil Kaufman e Samapria Lyte Kaufman quando o seu filho Raun foi diagnosticado com sendo portador de autismo clássico. Embora tenham recebido conselhos para internar seu filho em instituições especializadas, os Kaufman resolveram desenvolver um programa em casa para conseguir alcançar o filho. "The son-rise program" é um tratamento educacional que trabalha com áreas de aprendizagem, comunicação e novas habilidades desenvolvendo técnicas e estratégias.
No início dos anos 70, o casal Barry e Samahria Kaufman, fundadores do Programa Son-Rise®, ouviram dos especialistas que não havia esperança de recuperação para seu filho Raun, diagnosticado com autismo severo e um QI abaixo de 40. Decidiram porém acreditar na ilimitada capacidade humana para a cura e o crescimento, e puseram-se à procura de uma maneira de aproximar-se de Raun. Foi a partir da experimentação intuitiva e amorosa com Raun, há cerca de 30 anos atrás, que eles desenvolveram o Programa Son-Rise. Raun se recuperou de seu autismo após 3 anos e meio de trabalho intensivo com seus pais. Ele continuou a se desenvolver de maneira típica, cursou uma universidade altamente conceituada e agora é o CEO do Autism Treatment Center of América, fundado por seus pais em Massachusetts, nos EUA. Desde a recuperação de Raun, milhares de crianças utilizando o Programa Son-Rise têm se desenvolvido muito além das expectativas convencionais, algumas delas apresentado completa recuperação.
Atividades Interativas
Esta página contém uma série de exemplos de atividades que podem ser criadas dentro do quarto de brincar / interagir do Programa Son-Rise® para auxiliar crianças e adultos com autismo a interagir e desenvolver suas habilidades sociais. As atividades abaixo estão divididas em duas partes, atividades com metas educacionais variadas e atividades com metas específicas da área da comunicação verbal. Recomendamos que a leitura das atividades siga a ordem apresentada nesta página:
Atividades Interativas Educacionais
Atividades Interativas para Desenvolver a Linguagem
ATIVIDADES INTERATIVAS EDUCACIONAIS
As atividades abaixo são exemplos de atividades interativas criadas dentro do quarto de brincar / interagir do Programa Son-Rise®. As atividades podem ser adaptadas para a faixa etária, interesses e estágio de desenvolvimento social de cada criança ou adulto com autismo. As metas educacionais de algumas atividades também podem ser modificadas de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por exemplo, no Pega-Pega Surpresa, a meta apresentada é o aumento do contato visual, mas poderia ser também a comunicação verbal, e o facilitador então solicitaria que a criança, ao invés fazer contato visual através dos buracos do lençol, falasse uma palavra ou uma sentença para dar continuidade ao pega-pega, de acordo com o estágio de desenvolvimento da comunicação verbal da criança. 

Identifique o estágio de desenvolvimento social da criança ou adulto com autismo (ver Modelo de Desenvolvimento do Programa Son-Rise) e elabore atividades divertidas e apropriadas às necessidades de cada pessoa.

Mariana Tolezani com uma criança
1. Caça ao Quebra-Cabeça
Meta: Inspirar um aumento do intervalo de atenção compartilhada.
Motivações / Interesses: Figuras, quebra-cabeças e passeios no colo ou de cavalinho.
Preparação: Imprima da internet ou desenhe uma versão grande de um dos personagens favoritos da criança (Barney, um dos Backyardigans, Mickey, etc.). Plastifique com papel contact (para tornar o material mais durável) e corte e pedaços para fazer um quebra-cabeça. Quando você entrar no quarto, coloque as peças do quebra-cabeça em alguns pontos da prateleira.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer a você um “Sinal Verde para Interação”*, apresente a atividade pegando uma ou duas peças da prateleira. Explique animadamente que figura será formada quando vocês pegarem todas as peças. Diga também que a maneira de pegar mais peças é ela subir no seu colo ou costas para vocês passearem juntos pelo quarto procurando cada peça. Se a criança não subir no seu colo imediatamente, procure convidá-la outras vezes quando ela oferecer Sinais Verdes até que ela suba no seu colo.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Passeie pelo quarto com a criança em seu colo (ou costas) de formas divertidas. Pegue uma peça por vez e a leve até a mesa para adicioná-la ao quebra-cabeça. Demonstre para a criança como pode ser divertido observar a figura crescer e se tornar o personagem.
Solicitação: O objetivo aqui é prolongar a duração do intervalo de atenção compartilhada da criança, portanto a única coisa a se solicitar é que a criança suba novamente em suas costas para vocês irem pegar uma nova peça. Se a criança entrar em comportamento de isolamento e repetição antes de completar o quebra-cabeça, junte-se à criança fazendo o que ela estiver fazendo. Quando ela oferecer um novo Sinal Verde, convide-a para a atividade do quebra-cabeça novamente. 
*Sinal Verde para Interação: Depois de um período de isolamento, a criança demonstrará estar disponível para uma interação social através de um “Sinal Verde”. Há 3 tipos de Sinais Verdes: Contato visual; Comunicação verbal; Contato físico.
Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America
2. Pega-Pega Surpresa
Meta: Estimular um maior contato visual (olho no olho).
Motivações / Interesses: Pega-pega ou cócegas; fantasias ou chapéus.
Preparação: Providencie uma sacola cheia de fantasias, chapéus, máscaras, asas, etc. Separe um pedaço grande de papelão ou um lençol que você possa pendurar no teto para funcionar como um biombo. Corte um ou dois buracos no papelão ou lençol no nível dos olhos da criança.
Início da Atividade: Quando a criança oferecer um Sinal Verde, apresente a atividade correndo atrás da criança de forma divertida. Adapte a atividade para incluir os interesses de sua criança. Por exemplo, se ela gosta de cócegas, corra atrás dela e faça cócegas no final.  
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Se a criança demonstrar que quer que você corra e faça cócegas de novo, corra para trás do papel ou lençol e esconda-se enquanto veste um chapéu ou uma peruca. Apareça com a nova fantasia e corra atrás da criança. Repita esta rotina vestindo cada vez uma fantasia diferente. Você pode fingir ser um personagem diferente com cada fantasia. Cada personagem tem uma aparência, voz, jeito de falar, de correr e de fazer cócega diferente dos outros personagens. Isto trará variação, dinamismo e suspense à atividade, tornando-a ainda mais divertida para sua criança. 
Solicitação: Quando você já tiver corrido com diferentes fantasias algumas vezes e a criança estiver altamente motivada para mais corridas suas, você pode começar a solicitar. Vá para trás do papelão ou lençol para trocar de fantasia e, antes de sair para mostrar a nova fantasia, coloque seus olhos no buraco do “biombo” e peça para a criança olhar para os seus olhos através do buraco. Assim que ela olhar, pule para fora do biombo e corra atrás dela. A cada vez que você se esconder atrás do biombo para trocar de fantasia, solicite que a criança olhe nos seus olhos através do buraco antes de você aparecer.
Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America
3. Pescando as Sentenças
Meta: Estimular a utilização de sentenças mais longas.
Motivações / Interesses: Atividades físicas (ex: passear de cavalinho, balançar, rodar, pular na bola grande, etc.)
Preparação: Em letras bem grandes, escreva as sentenças que descrevem atividades que você acredita que sua criança terá interesse em participar. Por exemplo: “Eu quero passear de cavalo”, “Eu quero balançar devagar”, “Eu quero pular na estrada de buracos”, “Eu quero voar de avião”, “Faça passeio de elefante”, “Faça passeio de espirro”! Seja criativo em relação aos tipos de passeios, balanços e pulos que você pode oferecer para a criança. Escreva quantas sentenças você conseguir inventar para ações que você vai oferecer. Plastifique as sentenças para que elas possam ser reutilizadas. Depois corte as sentenças em 3 partes para criar “piscinas” de palavras / frases. A 1ª piscina irá conter os inícios das sentenças (ex: “Eu quero”, “Faça”, etc). A 2ª piscina terá as ações motivadoras (ex: “o passeio”, “balançar”, etc.). A 3ª piscina terá as palavras descritivas da ação (ex: “de cavalo”, “de avião”, “de espirro”, “devagar”, etc.). Cole um clipe de metal em cada pedaço de papel. Improvise uma vara de pescar com um pequeno imã no fim da linha. Coloque as 3 piscinas (caixas, bacias) de categorias de palavras no quarto de brincar / interagir.  
Início da Atividade: Quando sua criança oferecer um Sinal Verde, corra para a 2ª piscina (verbos, ações) e pesque você mesmo um pedaço de papel com uma palavra de ação. Leia a palavra para a criança e ofereça a ação correspondente (um passeio, balanço ou pulo). 
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Agora pesque uma palavra da 2ª e uma da 3ª piscina, e leia a combinação para a criança (ex: “pulo de elefante”). Ofereça esta ação para a criança. Faça isto várias vezes até que sua criança esteja motivada o suficiente para vir ajudá-lo a pescar uma palavra de cada piscina.
Solicitação: Quando sua criança estiver bem motivada dentro da atividade, você pode pedir para que ela leia a sentença inteira ou para que repita depois de você. E você oferece a ação motivadora. Esta atividade pode evoluir para um momento em que a criança não precise mais das palavras por escrito para ajudá-la a elaborar uma sentença completa.
Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America
4. O Incrível Repórter 
Meta: Inspirar um maior interesse em outras pessoas.
Motivações /Interesses: Jogo imaginativo, troféus, prêmios, medalhas.
Preparação: Separe para o quarto todos os brinquedos e objetos que se encaixem em uma temática de expedições / safáris (ex: binóculos, telefone velho, chapéus, cordas, mochilas, comidas de plástico, figuras de animais, etc.). Faça um mapa do território que vocês irão explorar na expedição. Faça um “Caderninho de Notas do Repórter” com perguntas que você escreveu para a criança utilizar. Estas serão perguntas que a criança fará para você quando você estiver fingindo ser personagens diversos (ex: “O que você mais gosta da vida na savana africana?”) 

Início da Atividade: Mostre o mapa para a criança de maneira muito animada e explique que um “jornal” local quer que vocês façam uma reportagem sobre animais exóticos, dinossauros, alienígenas, pessoas (o que quer que você acredite que seria mais interessante para a criança) que vivem naquele local do mapa. Inicie a atividade oferecendo à criança uma maneira simples e física de participar, por exemplo, segurar o mapa, dirigir o jipe, procurar girafas através dos binóculos, etc. Avise para a criança que quando ela voltar para a redação do jornal com a reportagem ela receberá uma medalha ou troféu do mais “Incrível Repórter”.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Enquanto vocês viajam pelo território que vocês criaram, utilize os seus 3E’s* para ajudar sua criança a ficar ainda mais motivada pela atividade. Finja ser um dos animais (ou alienígenas, etc.) e se apresente à criança. Agindo como o personagem, conte animadamente sobre você, respondendo a todas as perguntas que estão escritas no “Caderninho de Notas do Repórter” sem que a criança precise fazer as perguntas.
Solicitação: Quando a criança estiver altamente envolvida na atividade, comece a pedir para ela fazer o papel do repórter mais ativamente. Estimule a criança a perguntar para você as perguntas escritas no caderno enquanto você finge ser os vários personagens que vocês encontram pelo caminho. Depois de fazer isto com alguns personagens, diga para a criança que o repórter que provavelmente ganhará o prêmio de “Incrível Repórter” será aquele que inventar novas perguntas para fazer. Encoraje a criança a fazer perguntas que não estão escritas no caderno.
* 3E’s: Uma técnica fundamental do Programa Son-Rise. Os 3E’s são Energia, Entusiasmo e Empolgação.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo
5. A Conversa com os Dados
Meta: Conversação com conteúdo social.
Motivação / Interesses: O assunto que sua criança goste de conversar (ex: carros, etc.).
Preparação: Faça dois dados gigantes  (caixas quadradas embaladas em papel). Um dado será o dado das “situações”, cada face terá uma situação diferente relacionada com a área de interesse de sua criança (ex: o carro quebrando, comprando um novo carro, etc.). No outro dado, escreva em cada face nomes de pessoas que sua criança conhece (ex: membros da família, voluntários do programa, o seu nome e o nome da criança).
Início da Atividade: Explique para a criança a atividade. Neste jogo, cada um tem a sua vez para jogar ambos os dados ao mesmo tempo. A combinação entre a situação e o nome da pessoa dita então o tópico da conversa. A idéia é conversar sobre como aquela pessoa específica agiria naquela determinada situação. Queremos encorajar conversas que tenham o foco em informações pessoais ao invés de informações factuais. Se você jogar os dados e obtiver a mesma combinação uma segunda vez, jogue o dado dos nomes novamente até que você tenha um nome diferente como tópico da conversa.
Construção da Interação – Aumentando o Nível de Motivação: Você joga os dados primeiro e então descreve como você acha que aquela pessoa agiria naquela determinada situação. Descreva a situação de forma animada, divertida, e bem detalhada, como se estivesse pintando um quadro da cena. Procure adicionar na sua descrição vários interesses da criança. Por exemplo, se a criança gosta de humor tipo “pastelão”, inclua na história pessoas escorregando ou deixando coisas cair, etc. Estimule a criança a ter a vez dela. Auxilie a criança a contar a história o quanto você achar necessário, e celebre quaisquer idéias ela oferecer. Continue alternando a vez entre os jogadores.
Solicitação: Quando a criança entender bem o mecanismo do jogo e estiver altamente motivada, comece a introduzir desafios maiores. Ofereça menos auxílio, fique em silêncio e espere que a criança ofereça mais idéias espontaneamente. Se a criança oferecer uma descrição apenas factual do que poderia acontecer naquela situação, ou uma descrição geral não relacionada à pessoa em questão, celebre esta descrição e solicite que ela traga elementos mais específicos para aquela história tendo em mente como aquela pessoa em particular agiria naquele contexto. Se necessário, ofereça algumas dicas relativas à personalidade daquela pessoa específica (ex: “Você se lembra como o Beto gosta de conversar o tempo todo? O que você acha que ele faria se o carro dele quebrasse?”). 
(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship, site www.autismtreatmentcenter.org)
Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo
15 IDÉIAS DE ATIVIDADES PARA DESENVOLVER A LINGUAGEM
Os exemplos sugeridos abaixo para atividades interativas com o objetivo de desenvolver a comunicação verbal são apenas breves descrições das atividades. No Programa Son-Rise, os facilitadores procuram construir a interação e ajudar a pessoa com autismo a ficar altamente motivada por uma ação deste facilitador antes de solicitar algo dela. Por exemplo, o facilitador faz cócegas várias vezes na criança sem pedir nada para ela. Apenas quando a criança já está altamente motivada pelas cócegas e demonstra de alguma forma querer mais, o facilitador solicita algo que é um desafio para ela, como falar uma palavra isolada ou sentença, olhar nos olhos, fazer algum gesto ou performance física específica, etc.
No momento em que a pessoa está altamente motivada por uma ação do facilitador, ela tem a motivação como sua aliada para superar suas dificuldades e desenvolver habilidades. Ela supera suas dificuldades enquanto brinca! O prazer e a diversão na interação social levam a pessoa com autismo a querer interagir cada vez mais com outras pessoas e, conseqüentemente, aprender novas habilidades sociais. Investir na conexão amorosa e divertida com a pessoa com autismo beneficia o relacionamento e o aprendizado social. Divirta-se com as atividades!

1. Ofereça variações divertidas dentro de uma mesma motivação (interesse) para permitir a repetição de uma mesma palavra.
Por exemplo: Torne-se uma “Máquina de Apertar”. Modele a palavra “apertar” para a pessoa, pendure um papel com a palavra “apertar” na sua camiseta, ofereça várias formas de apertar a pessoa (massagem) e, quando ela estiver altamente motivada, peça para ela falar a palavra “apertar” para a “Máquina de Apertar” funcionar. Utilizando o mesmo princípio, você pode criar uma atividade onde você é a “Máquina de Comer” (que vai “comendo o pé ou mão” da pessoa) e a palavra que a pessoa fala é “comer”. Você também pode ser a “Caixa de Música”, e a pessoa fala a palavra “música” para você começar a tocar instrumentos ou cantar.
2. Pratique sons específicos da articulação de fala em uma canção.
Por exemplo: Se a pessoa gosta da canção “Seu Lobato Tinha um Sítio”, adapte os versos para incluir sons de fala que a pessoa tem dificuldade para articular. Você pode cantar “Era ‘t-t-t’ prá cá, era ‘t-t-t’ prá lá, ia ia iou” se a pessoa tiver dificuldade em pronunciar o “T”. Você canta e convida a pessoa para cantar com você.
3. Demonstre para a pessoa que quando ela diz a palavra inteira de forma clara ela consegue mais o que quer do que quando diz aproximações da palavra. 
Por exemplo: Se a pessoa tende a omitir as consoantes iniciais das palavras, prenda um papel com a letra “C” na sua mão direita e as letras “ócega” na sua mão esquerda. Se a pessoa disser “ócega”, faça cócegas nela com a mão esquerda. Quando ela disser a palavra toda, ofereça cócegas com suas duas mãos. Você pode criar o mesmo tipo de atividade com palavras como “massagem”, “carinho”, etc.
4. Seja o médico de língua! Concentre o foco nos movimentos da língua para auxiliar uma articulação de sons mais clara. 
Por exemplo: Providencie um conjunto de fantoches e bonecos de pelúcia que abrem a boca. Você poderia até colar línguas de papel ou tecido em cada boca. Cada boneco tem uma dificuldade específica no movimento da língua. Peça para a pessoa com autismo para ajudar você a examinar a boca de cada boneco com um daqueles palitos (ou com a própria mão). Prescreva vários movimentos de língua para cada boneco. Depois de examinar todos os bonecos, faça com que um dos bonecos examine a pessoa com autismo e prescreva para ela um exercício específico de língua. Se a pessoa quiser, ela pode examinar você também!
5. Combine várias das motivações da pessoa para que a atividade seja ainda mais atraente. 
Por exemplo: Faça um cartaz com a palavra “Música” e outro com a palavra “Correr” ou “Pegar”. Modele a brincadeira jogando uma almofada em um cartaz. Jogue na palavra “Música” e comece a tocar um instrumento ou cantar. Jogue na palavra “Pegar” e saia correndo em direção à pessoa para um “pega-pega”. Quando a pessoa estiver altamente motivada por “música” ou “pegar”, peça para ela dizer a palavra correspondente à ação que deseja.
6. A pessoa dá as instruções para você achá-la no quarto e ganha o prêmio de “Melhor Instrutor”. 
Por exemplo: Entre no quarto com um grande chapéu na cabeça e anuncie que a pessoa acaba de ganhar um prêmio muito especial. Quando você estiver prestes a entregar o prêmio para ela, faça com que o seu chapéu cubra os seus olhos e estimule a pessoa a ajudar você a chegar até ela sem conseguir enxergar. No início, ela pode utilizar comandos simples como “para frente” e “para trás”. Depois de um tempo, você pode se colocar atrás de obstáculos para encorajá-la a dizer “Passe por cima do banco”, ou “Pule sobre a almofada”.
7. Crie sentenças ao oferecer variações em cima de uma mesma motivação, demonstrando para a pessoa que ela consegue exatamente o que quer quando utiliza sentenças mais longas. 
Por exemplo: Crie um cartaz com a silhueta de um corpo. Nomeie cada parte do corpo com um cartão removível. Na parte de cima do cartaz, escreva “Colorir  ______”. Peça para a pessoa pegar o cartão que corresponde à parte do corpo que ela quer que seja colorida e que o coloque no espaço para completar a sentença. Quando ela estiver altamente motivada, estimule a pessoa a dizer a sentença completa. Se ela disser apenas “colorir”, responda colorindo algo fora do corpo. Se ela disser apenas “perna”, responda balançando a sua própria perna. A idéia é incentivar a pessoa a dizer “colorir perna” ou “colorir a perna” para você “entender” e colorir a perna no corpo do cartaz.
8. Escreva uma sentença em uma cartolina e a cole com fita crepe no chão. Peça para a pessoa pisar em cima e dizer cada palavra da sentença para ganhar a ação motivadora ainda mais rápido. 
Por exemplo: A sentença pode ser “Eu quero uma canção”. Quando a pessoa terminar de falar a sentença, imediatamente comece a cantar a canção favorita da pessoa. Quando você terminar aquela canção, peça para a pessoa falar a sentença de novo e, quando ela completar a sentença, cante uma outra canção.
9. Construa sentenças com blocos que caem no chão.
Por exemplo: Providencie blocos bem grandes (como tijolos de papel ou espuma, ou até caixas de sapato). Cole em cada bloco uma palavra da sentença “Eu quero que os blocos caiam”. Comece a construir uma torre com o bloco que tem a palavra “Eu” no chão. Continue a construir a torre e a sentença assim por diante. Quando a pessoa disser a sentença completa, faça com que a torre desabe de forma divertida.
10. Pegue palavras para combiná-las em uma sentença e então dramatizar a ação de cada sentença. 
Por exemplo: Monte um trilho de trem em volta do quarto e a cada estação ofereça para a pessoa um série de opções de cartões com uma palavra em cada um. Peça para a pessoa escolher uma das palavras e colocar o cartão como carga no trem. Quando o trem chegar ao fim da linha e tiver algumas palavras nele, ajude a pessoa a combinar as palavras e criar uma sentença para falar. Depois de criada a sentença, você dramatiza a cena correspondente. Por exemplo, a sentença é “O macaco pula na floresta” e você pula pelo quarto dançando e cantando como um macaco.
11. Invente uma canção sobre um tópico que é do interesse da pessoa e peça para ela completar com palavras ou sentenças de forma a estimular sua comunicação verbal espontânea.
Por exemplo: Invente uma canção sobre a Barbie viajando pelo mundo. Você pode utilizar a melodia de uma canção conhecida e modificar a letra. Quando a pessoa estiver altamente motivada, experimente deixar “espaços” em silêncio para ver se ela completa com alguma palavra espontânea.
12. Invente uma história engraçada e até sem sentido para estimular a fala espontânea. 
Por exemplo: Faça uma pilha de cartões com uma palavra em cada um, palavras relacionadas aos interesses da pessoa. Inclua cartões que contenham apenas um ponto de interrogação. Escreva então uma história com a pessoa em uma cartolina. Escreva meia sentença e faça uma pausa. Pegue um cartão e use a palavra para completar a sentença. Se você pegar um ponto de interrogação, você ou a pessoa podem inventar qualquer palavra para escrever naquele ponto da história. Quanto mais engraçada e sem sentido a história melhor!
13. Estimule sentenças mais completas e espontâneas encorajando a pessoa a inventar histórias engraçadas. 
Por exemplo: Faça duas pilhas de cartões. Uma pilha contém figuras de pessoas fazendo diferentes ações. A outra pilha contém figuras de diversos objetos. Comece pegando um cartão de cada pilha e crie uma sentença que associe uma palavra com a outra. Por exemplo, você pega um cartão de um homem cortando a grama e outro de uma escova de cabelo. Você poderia então dizer “O Beto esqueceu que ele tinha uma máquina de cortar grama e usou a escova de cabelo para cortar a grama do jardim”. Convide a pessoa para fazer uma sentença na vez dela.
14. A pessoa com autismo é o entrevistador de um programa de rádio! Encoraje a conversação através da dramatização de vários personagens.
Por exemplo: Traga um gravador para o quarto e represente os diversos personagens que serão entrevistados pela pessoa. Você pode representar o elenco de um filme ou livro favorito. Estimule a pessoa a entrevistá-lo por 3 minutos. Se ela mudar o assunto, pare de gravar e a estimule a voltar para o assunto da entrevista.
15. Jogue “Boliche de Conversa” para praticar a habilidade de alternar a vez de falar sobre um assunto. 
Por exemplo: No fundo de cada pino de boliche está escrito um tópico para conversa (ex: férias, o mar, seu melhor amigo, etc.). A cada vez que você derrubar os pinos, escolha um deles e fale sobre o respectivo tema por 1 minuto. Você pode utilizar um cronômetro durante a atividade.

FONTE:
http://www.inspiradospeloautismo.com.br/3/5/5.html( visitem este site )

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Inclusão

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MANUAL CONFECCIONADO POR FAUSTA CRISTINA REIS, MÃE DE MILENA, PARA A PROFESSORA QUE RECEBERÁ SUA FILHA NA ESCOLA:

Olá Prof. Grazi

Você está recebendo este ano em sua turma uma aluna muito especial (embora todos sejam) que é a Milena. Pretendo te apresentar algumas informações a respeito dela para que você a conheça melhor.

Um breve resumo de nossa história: Milena tem um casal de irmãos, Tatá tem 19 (a irmã querida) e Paulo Victor 23 anos são meus filhos de outro casamento, sendo ela a única filha natural do papai Gilberto. Queríamos muito um filho e após seis anos de casados achamos que já poderíamos realizar nosso sonho com a mamãe podendo parar de trabalhar e ficar em casa por dois anos aproximadamente em dedicação exclusiva ao bebê. Quando nasceu, após uma gravidez deliciosa e um parto muito tranquilo, Milena se mostrou quietinha demais e com um olhar muito diferente, sendo que já aos três meses de idade despertou a minha atenção de mãe experiente, pedagoga e irmã mais velha, acostumada em ver bebês se desenvolvendo bem. Após insistentes conversas com os médicos tivemos a confirmação de que havia um atraso no seu desenvolvimento o que mais tarde se definiu como sendo um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID).

Os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento são um conjunto de desordens que atualmente agrupam outras síndromes como a Síndrome de Rett e o Transtorno Desintegrativo da Infância, mas engloba também um outro sub grupo de desordens chamado Transtornos do Espectro do Autismo, que agrupa o Autismo Clássico, a Síndrome de Asperger, o Autismo Atípico que pode ser chamado também de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (TID-SOE). Os graus mais leves de comprometimento são os mais comuns.

Esquematizando esses conceitos, ficaria assim:

Apesar de ser um grupo com características em comum, cada pessoa com autismo é única, pois cada um manifesta os sintomas de forma diferente. O mais importante é saber que antes de enxergarmos o autismo temos que ver a pessoa na sua individualidade. Temos então, crianças tímidas e com autismo, teimosas e com autismo, calmas ou agitadas apesar do autismo. Definir o que é autismo e o que é da própria pessoa é difícil, mas não é necessário, se tratarmos a criança como tratamos as outras, principalmente se as tratamos com carinho. Qualquer preconceito, medo, insegurança são percebidos por eles, não tenha dúvida. Por isso, não hesite em nos procurar, estamos à sua total disposição.

A pessoa com autismo tem muita dificuldade em aceitar limites, pois eles não entendem bem a lógica do outro e se tem vontade de fazer algo, não entende porque precisa abrir mão disso, isso não significa que a gente não deva impor limites, mas a maneira de fazermos isso muda um pouco. Podemos direcionar para o certo e não dizer de forma impositiva: não. Por exemplo, ao invés de dizer: "não suba na mesa" podemos dizer: "a mesa é para estudar", ao invés de "assim não pode", é possível sinalizar: "é assim que se faz" e os exemplos se multiplicam:

L : "Não pode pegar o estojo da colega" – J : "O seu estojo é este, cada um fica com o seu".

L : "Não pode levantar agora" – J : "Daqui a pouco quando você terminar este desenho você vai poder levantar".

L : "Não pode gritar" –J : "O que você quer? Vamos conversar, falar é melhor que gritar".

L : Ao invés de dizer "não te empresto", pode dizer J :"agora estou usando", "preciso usar mais tarde", "quando puder te empresto um pouquinho".

A respeito desta nova forma de estabelecer limites, devo dizer que não é muito fácil, pois nossa cultura e educação são baseadas no não podenão faça e será preciso perseverança pois não se muda da noite para o dia. Mas é muito bom quando mudamos este jeito de lidar com as crianças, pois elas ficam muito mais tranqüilas com esta abordagem. Com o tempo nós vamos percebendo o quanto é melhor agir assim.

Quando estivermos diante de uma conduta inadequada precisamos então dizer com firmeza: é assim que fazemos e imediatamente redirecionar a atenção. Quando uma atitude inadequada acontece, como gritar ou se bater, como jogar objetos ou subir na mesa é porque esta criança quer muito chamar a atenção, comunicar que está frustrada, cansada ou irritada com algo e se ela conseguir reforço para sua intenção: chamar a atenção – ela vai repetir este comportamento outras vezes.

É assim que conseguimos manejar muitas condutas inadequadas de nossa Milena, se em casa ela grita, nós nunca dizemos não grite, passo a dar atenção a ela e convido para brincar ou cantar e só quando estamos nos divertindo, falo que o grito faz doer o ouvido da mamãe e que toda menina que é bonita não grita, conversa. É claro que em alguns momentos o não é inevitável, então falamos o não e já direcionamos a atenção para outra coisa. Se ela quer, por exemplo, brincar com a tesoura de ponta, eu pego a tesoura calmamente, falo que a tesoura dela é outra que não machuca e que vou pegar depois e na mesma hora chamo para ir a outro lugar e fazer outra coisa.

Na escola os comportamentos inadequados mais comuns são os gestos repentinos de agressividade como puxar o cabelo ou dar uma palmada no colega. Apesar de raros, são comportamentos que expressam uma irritação com algo que aconteceu e ela fica muito arrependida, pede desculpas, mas ao perceber que errou ela fica ainda mais irritada, pois não consegue lidar com a sensação de não poder voltar atrás. É melhor neste momento não a obrigar a pedir desculpas ou chamar a atenção pelo erro. Deixar o pedido de desculpas para depois e chamá-la para conversar, sair da sala, se distanciar do colega e depois que a irritação tiver passado, aí sim, cobrar o pedido de desculpas, explicar que não se bate nas pessoas, etc. Qualquer ocasião em que eles erram, é melhor apenas dizer rapidamente que está errado e deixar para chamar a atenção depois, uma vez que ela tem exata noção de que cometeu um erro e este é um dos piores momentos para tentar ensinar algo a ela.

Milena adora perguntar, são suas intermináveis perguntas que podem atrapalhar o andamento da aula, nesta hora seria bom que ela tivesse orientações claras como: eu já te respondi isto, agora eu quero que você se sente em sua carteira, primeiro faça esta atividade, depois vamos fazer tal coisa, depois vamos sair para o lanche, etc. Quando possível, devemos dar a ela uma sequência das atividades e acontecimentos pois isso diminui a ansiedade. Sempre que houver um acontecimento extra na escola, como um teatro, uma visita ou algo que irá alterar a rotina, ou mesmo uma decoração de algum dos ambientes para eventos, seria bom antecipar para Milena, as surpresas fazem que ela fique agitada sem entender o que está acontecendo e por que. Ela reage diferentemente às mudanças, mas sempre fica muito estressada, embora possa manifestar sua estranheza apenas algumas horas depois.

A sensibilidade sensorial das pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo pode variar de hiper para a hipo, ou seja, ela pode ser hipersensível a toques ou barulhos e pode ser hipo sensível à dor como é o caso da Milena. Ela não gosta muito de abraços a não ser quando a iniciativa é dela e isso acontece quando menos esperamos. Ela ouve barulhos que não ouvimos (uma moto acelerando na rua ou um bebê chorando ao longe) e se assusta com barulhos repentinos (fogos, objetos caindo) e se irrita com barulhos de motores (furadeiras, etc). Nestes momentos explicar o que é o barulho e dizer que vai passar ajuda muito e quanto aos abraços, ela está acostumada a recebê-los e o único senão é que ela vai ficar meio encolhida e pode ficar irritada com abraços insistentes e apertados que às vezes as outras crianças insistem em dar.

A pessoa com autismo reage negativamente frente às frustrações. Embora já consiga administrar melhor suas reações, Milena ainda sente muito quando não consegue o que quer. Se ela cisma com um objeto por exemplo, esta cisma pode virar uma verdadeira obsessão e neste momento receber um não seria o gatilho para detonar uma crise. O melhor, como já foi dito seria contornar para algo como: pode sim, mas em outro momento. Como nem sempre é possível em um momento de crise Milena pode tentar jogar algo no chão, fritar ou até mesmo bater em alguém para expressar sua raiva. O melhor é desviar sua atenção neste momento, se possível tirando-a do ambiente por alguns minutos.

Ao longo do ano vamos conversando sempre que for necessário, eu sou totalmente aberta para conversar sobre o autismo, sobre minha filha, situações e posturas. Pode estar certa que irei compreender quando você não souber como agir e jamais irei julgá-la por sua forma de preceder em sala.

Pode parecer muita coisa, mas até hoje todas as professoras de Milena se apaixonaram por ela.

Um ótimo trabalho para você e que tenhamos um ano produtivo e prazeroso! Com carinho,

Fausta Cristina de Pádua Reis

Pedagoga, Psicopedagoga, mãe de Milena, Thamires e Paulo Victor

Fonte:http://www.autismoevida.org.br/p/inclusao.html

domingo, 2 de dezembro de 2012

Bem Vindo á Holanda

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Olá leitores (as),

Este texto faz parte da apostila que elaborei sobre as dificuldades de aprendizagem, foi retirado do livro: Dificuldades de Aprendizagem de A a Z, ótimo livro, e quero compartilhar com vocês.
Dedico para todas as famílias que possuem crianças especiais, e para aquelas, que em algum momento podem receber um diagnóstico inesperado.


Bem Vindo á Holanda

Sou com frequência solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de um déficit. Para tentar ajudar pessoas que não compartilharam essa experiência singular a entendê-la, para imaginar como ela será. É assim...
Quando você vai ter um bebê, é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a Itália. Você compra uma série guias de viagem e faz seus planos maravilhosos. O coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode aprender algumas frases fáceis em italiano. É tudo muito excitante.
Após meses de ansiosa antecipação, finalmente chega o dia. Você fecha suas malas e parte. Várias horas depois, o avião aterrissa. A aeromoça se aproxima e diz:
“Bem vindo à Holanda”.
“Holanda?!”, diz você. “O que quer dizer com Holanda? Meu destino era a Itália! Eu devia estar na Itália! A minha vida toda, o meu sonho foi conhecer a Itália”.
Mas Houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e aqui você precisa ficar.
O importante é que eles não lhes levaram para um lugar horrível, nojento, sujo, cheio de doenças, fome e pobreza. Era só um lugar diferente.
Então, você precisa sair e comprar outros guias. E precisa aprender uma língua nova. E vai encontrar um novo grupo de pessoas que nunca viu antes.
É apenas um lugar diferente. Seu ritmo é mais lento do que o da Itália. Mas depois de andar um pouco por ali e retornar o seu fôlego, você olha em volta... e começa a perceber que a Holanda tem tulipas. A Holanda tem até Rembrandts.
Mas todas as pessoas que você conhece estão ocupadas indo e vindo da Itália... e todas estão alardeando a temporada maravilhosa que passaram lá. E, pelo resto da sua vida, você vai dizer: “Sim, era onde eu devia ir. Era o que eu tinha planejado”.
E o sofrimento daquilo nunca, nunca, jamais desaparece... Porque a perda daquele sonho é uma perda muito importante.
Mas... se você passar a sua vida lamentando o fato de que não conseguiu ir à Itália, pode jamais se libertar para desfrutar as coisas muito especiais, as coisas adoráveis... da Holanda.

(Texto extraído do Livro: Dificuldades de aprendizagem de A-Z de Corinne Smith, e Lisa Strick).

Com carinho,

Taismara     

sábado, 1 de dezembro de 2012

Estratégias para Ensinar as crianças com Autismo

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Se você é um pai ou uma mãe de uma criança com transtorno
 do espectro do autismo (ASD),
a obtenção de uma grande educação pública ou privada e excelente terapia para o seu filho,
embora importante, é apenas uma parte de seu trabalho. Você também precisa seguir com
as tarefas de terapia em casa e continuar a educar o seu filho dentro do ambiente doméstico.
Este pode ser um desafio, mas com algumas considerações importantes, você pode assumir
este papel importante na educação do seu filho.

Como ensinar seu filho autista em casa
    
De acordo com um estudo publicado na revista Autismo, o envolvimento dos pais em casa na terapia de seus filhos e na educação é considerada uma "melhor prática". Isso significa que o seu envolvimento é essencial para o seu filho dando todas as vantagens. No entanto, para descobrir como ensinar o seu filho de forma eficaz em casa pode ser um pouco mais desafiador. 

Definir metas mensuráveis ​​e específicos

 teaching with boy
    Assim como os educadores profissionais fazem na escola do seu filho durante a reunião do IEP, você deve sentar e traçar algumas metas para o seu filho. Estes podem estar em casa à base de metas, como as que envolvem boas maneiras à mesa ou interações com os irmãos, ou podem ser escola ou de base comunitária objetivos. Você também pode optar por concentrar em seguir com rotinas de terapia que seu filho está trabalhando no momento. Não importa o que você selecionar, manter essas diretrizes em mente:
  •     Você deve se concentrar em apenas alguns objetivos ao mesmo tempo. Limite-se a três ou quatro gols, e depois substituir aqueles quando seu filho alcança-los.
  •     Seus objetivos devem ser muito específico. Em vez de "melhorar boas maneiras à mesa," pensar em "aprender a usar um garfo."
  •     Seus objetivos devem ser algo que você pode medir e registrar. Dessa forma, você vai saber se seu filho está atendendo.

Estilo para saber a aprendizagem do seu filho
 
   Nem todo mundo aprende da mesma forma. Algumas pessoas aprendem coisas novas o melhor quando se ouvem em voz alta.Outros preferem ler. Alguns gostam de usar as mãos para aprender. Para muitas crianças no espectro, o método preferido de aprendizagem é visual. Isto significa que as fotos e vídeos são uma ótima maneira de obter o seu ponto de vista.
Tenha em mente, porém, que seu filho não pode aprender desta forma. Mesmo no espectro do autismo, as tendências não fornecem uma orientação sólida de como ensinar. Pense em como o seu filho decidir interagir com seu mundo. O seu filho gosta de jogos de computador e vídeos? Se assim for, ele pode ser um aprendiz visual. Que tal ler ou ouvir livros? Esse tipo de criança pode ser auditiva. Usar esta força para ajudar o seu filho a aprender melhor em casa. 

Converse com professores e terapeutas

    Professores do seu filho e terapeutas têm muito treinamento importante que ajuda a identificar onde o seu filho precisa de ajuda e apresentar as estratégias. No entanto, como o pai, você pode saber de áreas problemáticas que os profissionais não vêem. Além disso, esses profissionais só trabalham com seu filho por algumas horas de cada dia. Você vê o seu filho muito mais.Uma vez que você estabeleceu seus objetivos e descobriu como a criança aprende melhor, conversar com os professores e terapeutas sobre idéias para trabalhar com eles. Tomar notas, e escolher as estratégias que fazem sentido para a sua situação.Junto com as suas próprias estratégias também. Você também pode comprar planos de aula para ajudar seu filho a ter sucesso. 

Estabelecer um Plano de Ensino

    Como um pai de uma criança com necessidades especiais, você sabe o quão difícil pode ser a de fazer malabarismos com todas as exigências do seu tempo. Levar a criança para nomeações só pode comer-se as horas do dia. Muitas vezes, um dia pode escorregar por em que você não teve tempo para trabalhar em seus objetivos. Um plano pode ajudar.Agora que você sabe quais são seus objetivos e ter algumas estratégias para trabalhar sobre essas metas, você precisa ter um plano para quando você vai fazer isso. Isso pode ser tão simples como bloquear uma ou duas horas em seu calendário família. Você também pode incorporar o ensino em suas rotinas domésticos regulares. De qualquer forma, marcar o tempo em sua agenda ou planejar para ter certeza de que isso acontece. 

Acompanhar o progresso
 
  Também é importante acompanhar o progresso de seu filho.Além de ajudar a você se sentir positivo e esperançoso, isso vai permitir que você faça ajustes. Se o seu filho não parece estar fazendo progresso em um objetivo, este pode ser muito difícil.Tente tomar um par de passos para trás. Como alternativa, o método pode não estar funcionando. Você pode tentar algumas abordagens diferentes.Se você tem criança e encontrou uma de suas metas, você pode substituí-lo por um novo. Dessa forma, você terá sempre algo para trabalhar. 

Conquistas de Recompensa

    Seu filho trabalha duro, tanto na escola ou terapia e em casa. É importante recompensar o seu progresso com muito louvor, trata pequenos ou etiquetas, e passeios divertidos. Seja consistente em suas recompensas. Dessa forma, o seu filho vai saber que ela está bem. 
Dicas consideráveis

   Dr. Temple Grandin teve autismo durante toda a sua vida. Com a idade de dois anos e meio, ela começou a trabalhar com os professores e os pais a superar alguns de seus desafios.Segundo a Dra. Grandin, estas são algumas técnicas importantes para usar quando ensinar as crianças com autismo:
  •     Utilize especial interesse da criança para ajudar a motivá-la. Escolha este tópico para jogos e livros, bem como por recompensas.
  •     Trabalho sobre caligrafia é importante, mas pode ser frustrante. Considere permitir que seu filho digitar no computador em vez.
  •     Eliminar as distrações sensoriais como luzes brilhantes ou campainhas de carga ou bipes.Considere falando em um sussurro, se isso ajuda o seu filho assistir ao tópico.
  •     Considere o uso de uma manta ponderada ou dispositivo sensorial outros para ajudar seu filho a se concentrar durante o seu trabalho com ela em casa.
Você está fazendo algo surpreendente   

   Não importa que tipo de progresso do seu filho faz em seus objetivos, você está fazendo algo incrível quando você ensiná-lo em casa. Você está mostrando seu apoio para o seu filho e oferecer ajuda quando se trata de superação de desafios. Seu filho vai se lembrar de seus esforços, e você vai ver um maior progresso geral.
Fonte:
http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/11/estrategias-para-ensinar-as-criancas.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Atividades que estimulam as habilidades de consciência fonológica durante a educação infantil

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1. No momento da chamada, chamar e escrever o nome do aluno no quadro, por ex: “Rafael, termina em “el”, estimular as crianças a repetirem a silaba “el” e verificar a existência de mais alunos presentes com o nome com esta terminação, como: Daniel, Gabriel, etc. Fazer isso com todos os nomes da chamada, usando também a sílaba inicial do nome e nomes que rimam.

2. Trabalhando a Janelinha do tempo, dialogando com os alunos, como por exemplo: Esta um dia chuvoso, questionar os alunos sobre o som da chuva, como: Chuá chuá. Escrever no quadro a palavra Chuá, que refere-se a representação do som repetido pelas crianças. Outro ex: o som do trovão: Trooom! Aproveita-se pra trabalhar o som “tr” o qual as crianças possuem dificuldades pra pronunciar, assim, busca-se outras palavras com “tr” como trator, estrada, trovão, trabalho. Estimular as crianças a repetir cada palavra e fazer exercícios orais “trrrrr” mostrando a localização da língua durante esta pronúncia.

3. Aproveitando um momento de descontração dos alunos, pode-se fazer o som de “silêncio!” como chiiiuuuu... Neste momento estimula-se a criança a repetir este som em diversas palavras como chuveiro, chave, chocolate, etc. Aproveita-se pra trabalhar sílabas que as crianças possuem dificuldades de pronunciar como com as letras “rr””ss”e troca de letras como “d”no lugar do “g”, "i" no lugar do "l", "x" no lugar do "s", entre outras. Uma boa forma de se trabalhar estas letras é com músicas buscando estimular os alunos a repetir palavras que pronunciam incorretamente e demonstrando a forma certa através da música. 

4. Objetivo ampliar o vocabulário
•Conhecer o nome de diferentes objetos do entorno.
•Recursos; uma cesta de vime, um tambor, uma almofada e brinquedos familiares ursinhos de pelúcia, pato de borracha, carrinho etc.)
•Descrição;. Peça as crianças que se sentem no chão, formando um circulo.
•Coloque a cesta vazia no centro do circulo e ponha os brinquedos em diferentes locais da sala.
•Convide uma criança de cada vez a procurar o brinquedo nomeado na canção e colocá-lo dentro da cesta. Enquanto a criança procura a brinquedo, cante e toque o tambor, acompanhado do canto e das palmas das demais crianças que permanecem no circulo

No tambor, no tambor,
No tambor da alegria
Quero que você me leve
Ao tambor da alegria (repetir tudo)
Maria, oh Maria ( José, Pedro,Lúcia)
Maria amiga minha,
Quero que você ponha
O ursinho (pato, carrinho) na cestinha.

Esta atividade pode ser feita todos os dias com os objetos diferentes para ampliar vocabulário; utensílios de cozinha, ferramentas infantis, objetos de higiene pessoal, materiais escolares etc.

5. Expressar palavras completas: MEU CORPO
Objetivo especifico: Conhecer e apontar as partes do corpo.
Recursos:Fita cassete ou CD com a canção.
Descrição:
*Forme uma ciranda com as crianças e convide-as a cantar A cabeça acima está.
*Cante a canção tocando em cada uma das partes do corpo mencionadas na letra.
*Repita a canção varias vezes, enfatizando os nomes de cada parte do corpo.
*Termine a canção e peça às crianças para tocarem as diferentes partes do corpo que você: Vamos tocar a cabeça.Vamos tocar o nariz, vamos tocar a orelha.
*Motive as crianças a darem elas mesmas as instruções para tocar diferentes partes do corpo.

A Cabeça Acima Está
A cabeça acima está
É usada para pensar
Olhos,boca e nariz
Para ver e respirar
Mais embaixo o coração
Que faz tum,tum,tum
O umbigo está mais embaixo
E por ultimo vêm os pés.

6. OBEJTIVOS
A) Levar a criança a perceber que as frases são formadas por palavras.
B) A criança deve completar a palavra que está faltando na frase.
Músicas folclóricas

Réu,réu
Vai pro céu
Vai buscar o meu chapéu!
Se for novo trá-lo cá.
Se for velho deixa-o lá!

Sugestões de atividade a partir das músicas
1. Decorar a música.
2. Falar as frases da música, destacando as palavras
CÉU-CHAPÉU-CÁ-LÁ
** Assim **

Réu,réu
Vai pro_____________ (a criança deve completar)
Vai buscar o meu________!
Se for novo trá-lo______.
Se for velho deixa-o____!
3. Bater palma concomitantemente para palavra cantada

7. RIMAS COM OS NOMES
O professor poderá registrar, em um cartaz, o texto abaixo e pedir aos alunos que o completem oralmente, com nomes de animais, objetos, frutas, brinquedos que rimam com os de pessoas. O professor deverá completar o texto escrevendo as palavras ditas pelas crianças.

Vou comprar um presentinho 
Para meus bons amiguinhos.
O que será que vou dar?
Vocês vão adivinhar.
Para o Joaõzinho
Vou dar um.......................(carrinho)
Para o Mário
Eu dou um........................(canário)
Para o Renato 
Um...................................(gato)
Para o Ricardinho
Vou dar um ......................(passarinho)
Para a Grasiela
Eu dou uma.......................((panela)
Para a Arlete
Um.....................................(chiclete)
Para o Gabriel
Vou dar um......................( pastel)

8. LOTERIA DAS PALAVRAS
Para essa atividade serão necessários vinte e quatro cartões de 6 x 6 centímetros, com as seguintes ilustrações:

Aranha – picanha
Leão – melão
Sol – caracol
Pipoca – minhoca
Borboleta – pirueta
Caminhão – violão
Gato – pato
Berço – terço
Campeão – sabão
Elefante – gigante
Amarelo – chinelo
Caminhonete – chiclete

*Descrição:
*Instrução: Vamos procurar qual é a palavra que tem o som parecido com .... leão?
Selecione o cartão do leão e deixe que procurem entre as figuras uma com som parecido com leão.
Espere que as crianças encontrem aquela com som parecido e pergunte: Em que são parecidas?
Construa outras perguntas a partir da respostas das crianças.
Coloque cada figura ao lado daquela que rima em seguida pronunciem cada uma com seu par.

9. JOGO COM RIMAS E TRAVA-LÍNGUAS 
*Recursos: livros com trava-línguas e rimas, lápis de cores, cola e tesouras.
*Descrição: Selecione rimas e trava-línguas de diversos livros e com eles elabore seu próprio livro colocando ilustrações dos personagens. Escreva o texto abaixo das ilustrações. Repita em voz alta a s rimas ou trava-línguas. Faça-o várias vezes até que a criança se familiarize com as palavras. Pronuncie lentamente os sons e depois, pouco a pouco, vá aumentando a velocidade enfatizando os sons que se repetem. Após ter repetido várias vezes deixe a criança tentar. Você diz o primeiro verso e a ajuda a repeti-lo. Continue assim até que ela possa dizê-lo sem auxílio.
É importante que toda atividade seja divertida, e não se deve forçar a criança a repetir os versos, caso ela se negue, brinque você com as palavras e mostre as ilustrações.

10. Eu vou dizer três palavras, duas rimam e uma não. Qual não rima?
- CHUPETA / BIGODE / ROLETA
- LATA/DEDO/MEDO

11. O professor deve falar uma frase.
Depois a repete sem a última palavra. A criança deve dizer então a palavra que faltou. Por exemplo: Fui na casa da vovó comer macarrão. Fui na casa da vovó comer______.
Depois o professor transcreve esta frase e recorta – uma palavra em cada pedaço de cartolina. Com as crianças recria a sentença e fixa em local visível. Retira novamente a última palavra e refaz a pergunta.

12. Jogo do Descubra a Palavra.
*Objetivos: As crianças serão capazes de combinar e identificar uma palavra que foi desmembrada nos sons que a compõe.
*Materiais: Cartões com figuras de objetos facilmente reconhecíveis pelos alunos, como sino, ventilador, bandeira, cobra, árvore, livro, copo, relógio.
Atividade: Coloque um pequeno número de figuras diante da criança. Diga que você vai dizer uma palavra usando a 'fala da lesma', uma forma lenta de dizer as palavras, (p.ex: sssssiiiiinnnnnooooo). Deixe que a criança olhe as figuras e descubra a palavra que está sendo dita. É importante que a criança descubra a palavra por ela mesma, então todas devem ter a sua oportunidade de tentar. 

13. RIMAS COM AS HORAS DO DIA
Desenvolvimento: 
Diga o inicio de cada verso para que as crianças completem da maneira como escutarem ou inventem uma nova rima. 
A galinha magricela. 

Eu conheço uma galinha
A galinha da vizinha 
Avezinha magricela e depenada
Quem tem pena da galinha 
Avezinha depenada 
A galinha magricela da vizinha?
Bota ovos pela sala 
No banheiro e na cozinha 
Ela bota, bota, bota 
Sem parar 
A galinha magricela 
Bota ovos sem parar
A galinha magricela 
É magrela de botar
A galinha magricela
E bota um e bota dois e bota três
A galinha magricela
Vira cambota e bota quatro de uma vez
A galinha magricela
E bota dez e bota cem e bota mil 
A galinha magricela
Bota ôvo bota banca
De mais bela do Brasil
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A Galinha Ruiva 
(conto do folclore internacional) 

Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda. Um dia, ela percebeu que o milho estava maduro, pronto pra colher e virar um bom alimento. 
A galinha ruiva teve a idéia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar! Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo. Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé? Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho? Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo? Pensando nisso que a galinha ruiva procurou seus amigos. 

- Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo? - perguntou a galinha. 
- Eu não, disse o gato. Estou com muito sono. 
- Eu não, disse o cachorro. Estou muito ocupado. 
- Eu não, disse o porco. Acabei de almoçar. 
- Eu não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora. 
Todo mundo disse não. Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno. 
Quando o bolo ficou pronto... Aquele cheirinho bom do bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca. 

14. Rimas: pedir para criança escrever outra palavra que rime:gato-sapato

15. Consciencia das palavras: pedir q identifiquem os animais que estão na frase ex: O cachorro não gosta do gato.

16. Consciência silábica:perguntar para criança com que letra começa ou termina a palavra ex: AVIAO - letra – A

17. Consciência fonêmica : proporcionar uma palavra e depois da criança ter visto a palavra omitir uma letra ex: 
DIAS= dia / PATO=ato / CASA=asa

Estas atividades foram elaboradas durante formação continuada realizada por mim com as professoras das escolas municipais e centros municipais de educação infantil da cidade de Pitanga/Pr.
Fonte:
http://fonoeduca.blogspot.com.br/2009/11/consciencia-fonologica.html