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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

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VIII Conpsi e VII Seminário de Políticas Públicas 


O Congresso Norte-Nordeste de Psicologia (Conpsi) reúne a cada dois anos, em uma cidade da Região Norte ou Nordeste, psicólogas (os), pesquisadoras (es), professoras (e) e alunas (os) de Psicologia de todas as regiões do país para compartilhar conhecimentos acadêmicos e profissionais, discutir políticas para a área e promover o avanço da Psicologia no Brasil. Em sua oitava edição, o Congresso traz como tema “Psicologia, contemporaneidade e inserção social: desafios e perspectivas” e será realizado em Fortaleza (CE) entre os dias 8 e 11 de maio.

Leia mais: http://site.cfp.org.br/viii-conpsi-e-vii-seminario-de-politicas-publicas/
 — com Rafaely OliveiraManuelena Evangelista e Lucy Muniz.

Fonte:https://www.facebook.com/conselhofederaldepsicologia

Alunos com sono porque estiveram no computador

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Passam horas a fio a jogar online. Não comem, não dormem, nem vão à casa de banho. Há crianças que vão com sono para as aulas, adolescentes que faltam à escola para jogar. Os pais chamam-nos para jantar e eles pedem sempre mais cinco minutos que se transformam numa hora. Por vezes os pais desesperam, desligam a ficha e os filhos reagem de forma agressiva. Há quem peça aos pais para lhes levarem o jantar num tabuleiro ao quarto e outros que não conseguem passar nem dez minutos sem ir ao telemóvel.
Estas são apenas algumas histórias relatadas ao PÚBLICO por psicólogos que estiveram no Simpósio Internacional sobre o impacto das novas tecnologias no desenvolvimento das crianças, nos jovens e nas famílias, promovido pelo CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. À margem do encontro, procuramos também perceber de que forma pode afectar o desempenho escolar, o comportamento e a atenção das crianças.
A psicóloga clínica Rosário Carmona e Costa, do CADIn, explica que para diferentes situações, como dificuldades de aprendizagem, ansiedade, problemas sociais e de sono, se tem vindo “a encontrar muitas vezes um denominador comum que é o uso excessivo da Internet, das redes sociais e dos jogos virtuais”.
O CADIn tem desenvolvido trabalho nesta área através do projecto CADInter@tivo e, entre outras actividades, promoveu sessões de sensibilização gratuitas nas escolas. Foi durante esses meses de “digressão” que Rosário Carmona e Costa se apercebeu como “estas questões estão, de facto, a afectar o dia-a-dia das crianças e jovens” e também dos pais que “parecem não saber o que fazer”.
Recolheu inúmeros testemunhos como o de um menino do 6.º ano que contou que o irmão, que não largava o computador, pediu ao pai que passasse a deixar o jantar num tabuleiro à porta do quarto – o pai acedeu. Ou crianças do 5.º ano com queixas de dores nos olhos, nas costas e na cabeça, sinais que podem ser de alerta para um uso abusivo do computador. Mas também há outras que contam que os pais lhes dizem para largar o computador, quando eles próprios estão no Ipad. Uma mãe “angustiada” ainda partilhou com Rosário Carmona e Costa que não conseguia que a filha guardasse o telemóvel no bolso das calças nem por dez minutos enquanto jantava.
“Grande parte dos problemas que os pais têm na utilização da Internet e das novas tecnologias tem a ver com a ignorância. Os pais que são utilizadores frequentes são os que têm menos problemas com os filhos na utilização"
Jean-Pierre Dèmage, médico
Os projectos de formação, sensibilização, e informação, desenvolvidos no Núcleo de Intervenção no Uso da Internet e das Novas Tecnologias do CADIn, passam, entre outros objectivos, por realizar seminários de formação e criar uma rede nacional de formadores para sensibilizar e informar pais e educadores.
Conhecer a ferramenta
Jean-Pierre Dèmage, do serviço de apoio a dependentes de Oise, França, alerta para o facto de as crianças se tornarem rapidamente especialistas no uso da Internet e do computador em comparação com os pais, o que, numa cultura em que tradicionalmente são os mais velhos que ensinam e transmitem conhecimentos aos mais jovens, é uma mudança que tem impacte na família.
“Grande parte dos problemas que os pais têm na utilização da Internet e das novas tecnologias tem a ver com a ignorância. Os pais que são utilizadores frequentes são os que têm menos problemas com os filhos na utilização". É importante que os pais estejam a par dos sítios por onde os filhos andam.
É o mesmo com a televisão, os pais devem saber que programas é que eles vêem, nota o psiquiatra e director cientifico do CADIn, Carlos Filipe, ressalvando que se os pais passam horas a ver telenovelas ou nas redes sociais não se devem espantar se os filhos fizerem o mesmo.
Na apresentação que fez, também Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projecto EU Kids Online em Portugal, defendeu que os pais devem estar activamente envolvidos nas actividades online dos filhos e que adultos que usam a Internet com mais frequência sentem-se mais confiantes para orientar as crianças.
“Há cada vez mais pessoas a perguntarem se o nosso cérebro e a nossa atenção estão a mudar. Eu creio que a civilização da imagem e do audiovisual modificou a maneira como nos apropriamos da informação, e os miúdos também. Nos ecrãs, a leitura é muito mais rápida. Não tem o tempo de ler dos livros, é uma velocidade diferente."

Pedro Cabral, neuropediatra
O que CADIn propõe não é um “discurso fundamentalista” contra as novas tecnologias, mas sim encontrar um “equilíbrio”, diz Rosário Carmona e Costa. Claude Vedeilhie, do Centro Hospitalar Guillaume Régnier, em Rennes, França, corrobora esta ideia de que as novas tecnologias, particularmente a Internet, são objectos neutros, não sendo em si mesmos problemáticos. A questão é o modo como são usados.
Carlos Filipe frisa que a Internet pode ser “extremamente atractiva e sedutora”, mas os pais e professores precisam de conhecê-la para ajudar as crianças e os jovens a usá-la “de forma prevenida”.
Quanto às horas que as crianças e jovens passam diante do ecrã, o mais importante é perceber se está a roubar tempo a outras actividades: “Não é tanto estarmos no computador, mas o que deixamos de fazer. Senão estivesse no computador, estaria a fazer o quê?”, questiona Carlos Filipe, acrescentando que é nessas alternativas que os pais devem apostar. Ler, conversar, ir ao cinema, ao teatro, praticar desporto são actividades que devem fazer parte do vocabulário familiar.
Fazer desporto e estar com os amigos
O neuropediatra Pedro Cabral, director clínico do CADIn, entende que as crianças precisam de fazer desporto e de estar com amigos, não de forma virtual, mas real: “Para não serem privados da brincadeira, para serem introduzidos à frustração do ‘quero brincar a isto’, ‘agora não, vamos brincar àquilo’”, diz, frisando que a interacção com o outro, frente a frente, permite gerir emoções, incluindo as de desagrado.
Admite que os pais trabalham muito e que, quando chegam a casa têm “pouca disponibilidade interior”, mas insiste que “vale a pena” não ceder ao comodismo de pôr as crianças em frente à televisão ou com um tablet nas mãos. A leitura de um livro, por exemplo, ao obrigar a criança a imaginar, a construir mentalmente as imagens, vai permitir uma “apropriação” daquele conteúdo “mais duradoura”. Também o psiquiatra Luís Patrício, director da Unidade de Patologia Dual da Casa de Saúde de Carnaxide, defendeu que “vale a pena ler um livro, folheá-lo, é uma relação mais quentinha”.
Apesar de ser um tema ainda em estudo, Pedro Cabral acredita que crianças que passam muito tempo a ver televisão têm um tempo de concentração menor, porque se muda de cenário muito rapidamente. O mesmo vale para um ecrã de computador, porque a nossa atenção está exposta a “estímulos fragmentados”.
“O desporto, a música, a leitura devem ser alimentadas desde logo, até para ajudar a criança a conhecer-se a si própria."
João Faria, psicólogo
“Há cada vez mais pessoas a perguntarem se o nosso cérebro e a nossa atenção estão a mudar. Eu creio que a civilização da imagem e do audiovisual modificou a maneira como nos apropriamos da informação, e os miúdos também. Nos ecrãs, a leitura é muito mais rápida. Não tem o tempo de ler dos livros, é uma velocidade diferente. E, tal como os polegares que têm nesta geração mais representação, também pode haver mudanças no cérebro”, defende.
Tudo isto pode ter influência na forma como as crianças se portam na escola, como se concentram, ou não, a ler um livro ou a ouvir um professor falar uma hora seguida? “Penso que sim. É preciso criar essa disponibilidade para ouvir, criar hábitos de ouvir, de expor, de contar uma história”, diz o neuropediatra, notando que hoje, com as novas tecnologias, “as pessoas estão impacientes, à espera de uma resposta [que chega à distância de um clique]”.
Augusto Consoli, do Departamento de Patologia das Dependências de Turim, Itália, também concorda que a rapidez com a qual se lêem conteúdos no computador, nos smartphones, e-mails ou redes sociais, interrompendo as leituras e saltando da Wikipédia para o Google e, depois, para o Facebook, é um modo de fruição fragmentada e rápida que, entre outros aspectos, pode representar uma forma de atenção pouco contínua e reflexiva.
“Hora do apagão”
Desligar tudo lá em casa – computadores, telemóveis, televisão – e conversar, é uma das “tarefas terapêuticas” que o psicólogo João Faria, que assistiu ao simpósio, propõe aos pais que têm em casa crianças e adolescentes que não dormem, não comem, faltam ou recusam ir à escola, que nem vão à casa de banho, fazendo as necessidades em frente ao computador, só para jogarem em rede. Diante desta “hora do apagão” não são só as crianças que ficam “aflitas”, os pais também.
Se nos adolescentes o absentismo chega a ser um problema, nas crianças o que acontece é os pais pensarem que estão no quarto a dormir quando, na realidade, estão a jogar: “Como é um jogo mundial, às vezes começam a jogar quando os miúdos nos Estados Unidos chegam a casa. Ficam com os padrões de sono perturbados, o que provoca fraco rendimento escolar”.
E a irritabilidade com que chegam às aulas pode dever-se não só à falta de sono, mas também aos conflitos em casa, porque os pais ralham, desligam as fichas ou proíbem os jogos. A solução está fora do ecrã: “O desporto, a música, a leitura devem ser alimentadas desde logo, até para ajudar a criança a conhecer-se a si própria. Muitos destes jovens dizem que querem ser programadoras de jogos informáticos, porque é o que conhecem. E depois apanham uma desilusão quando vão para os cursos profissionais de informática”, conclui o psicólogo.
Notícia corrigida dia 22/01/2013, às 8h10, corrigidos os cargos dos médicos Carlos Filipe e Pedro Cabral no CADIn.
Fonte: 
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-cada-vez-mais-alunos-que-chegam-a-escola-com-sono-porque-estiveram-no-computador-1581376

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Como criar bons hábitos de estudo em casa: dicas para pais

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1. Determine as regras de estudo a serem seguidas e seja firme fazendo seu filho cumpri-las. Não se pode abrir concessões em relação aos estudos, pois é necessário haver disciplina, para que ele possa se organizar e saber o que deve fazer.
2. Verifique sempre sua agenda, o que já fez ou o que deixou de fazer. Veja os cadernos e livros e se realmente fez as atividades. Ajude-o na organização dos espaços e letra. Mesmo que seu filho não tenha uma boa letra, se ele mantiver espaços razoáveis entre uma palavra e outra, entre uma linha e outra, mantiver o caderno limpo, sem rasuras, conseguirá se organizar melhor em seus estudos. Se você chega tarde do trabalho, peça que ele faça as atividades, sozinho e separe meia hora, quando chegar, para ajudá-lo com as atividades que teve dúvidas. Com o tempo ele vai adquirindo autonomia ate não precisar mais de seu auxílio.
3. Se, por acaso, ele não está fazendo as atividades, use sua afetividade para explicar a ele que ele é responsável pelo seu desempenho escolar, mas você é responsável por ele e por isso está cobrando seus esforços. Diga que o ama e quer que ele tenha sucesso nos estudos e seja um adulto bem sucedido.

O papel de seu filho é estudar e o seu é de estar junto para ajudá-lo, trocando idéias, interessando-se pelos assuntos que está vendo em sala e conversando sobre estes para que façam sentido para ele.
4. Entre num acordo com seu filho sobre a rotina de estudos. Se ele estuda pela manhã, ele chegará em casa, irá almoçar, descansar um pouco e estudar mais ou menos às 14h. Não permita que ao invés de descansar ele jogue vídeo game ou fique no computador, pois irá ficar ainda mais cansado. Se ele estuda no turno vespertino, pode dividir as tarefas realizando algumas à noite e outras pela manhã, já que normalmente está cansado à noite.
Se perceber que seu filho está cansado não o obrigue a estudar para que não associe o momento de estudo com um castigo.
5. Evite que a família veja televisão no horário que seu filho estiver estudando, ou que conversem alto, para não desconcentrá-lo.
Não permita que ele estude ouvindo música, assistindo televisão, parando para falar ao telefone. Se tiver irmãos menores, tire-os de perto.
6. O ideal é que seu filho tenha um ambiente de estudo, como uma escrivaninha no quarto, com boa iluminação e ventilação, uma cadeira confortável, com encosto e pés no chão. Ajude-o a manter a mesa organizada, sem jogos, fotos, revistas e objetos que desvie sua atenção. Se não tiver, pode ser na mesa de jantar, mas como disse antes, num horário em que o movimento familiar não atrapalhe. Se ele divide o quarto com os irmãos, estabeleça horários diferentes de estudo para cada um.
7. Jamais faça as lições por seu filho. Você poderá ajudá-lo com suas dúvidas dando exemplos e fazendo-o pensar sobre a questão, mas nunca dê a resposta. Estimule seu filho a tirar a dúvida com o professor em sala de aula, se não entendeu a sua explicação.


8. Ensine-o a realizar as tarefas utilizando métodos:
- Ler e reler quantas vezes forem necessários;
- Entender;
- Pesquisar;
- Questionar;
- Comparar;
- Revisar.
9. Confira se seu filho entendeu o assunto que estudou fazendo-lhe perguntas. Para isto é preciso que você esteja por dentro dos assuntos que ele está vendo na escola. Se perceber que ele não está entendendo bem o assunto, dê exemplos do dia-a-dia para que o conteúdo que ele está vendo na escola faça sentido em sua vida.
10. Elogie sempre as conquistas de seu filho. Não exija a perfeição, mas elogie sempre que perceber que ele está superando algumas dificuldades ou sempre que conseguir entender um assunto. Cuidado com os elogios exagerados e falsos, a criança percebe quando você não está sendo sincero. Desta forma, melhor dizer: “tenho certeza que da próxima vez você irá conseguir”.
11. Evite críticas negativas ou comparações com irmãos ou colegas. Se ele escreveu um trabalho desorganizado, com a letra feia, evite dizer: É esse lixo que você vai entregar? Ao invés disso, explique-lhe que o professor irá entender melhor se sua letra estiver mais organizada, com espaços entre as linhas e sem rasuras. Pergunte se ele quer sua ajuda para organizar o trabalho.
12. Se mesmo com toda esta atenção seu filho não conseguir evoluir bem, procure uma psicopedagoga para uma avaliação, pois em muitos casos pode tratar-se de um distúrbio de leitura e escrita e por mais que a criança se esforce terá certa dificuldade, o que não quer dizer que ele terá fracasso, NÃO!, mas necessitará de apoio da escola e da sua compreensão enquanto mãe e pai.
13.  E lembre-se: o acompanhamento dos pais nos estudos dos filhos é de fundamental importância para o bom desenvolvimento escolar, mas deve ser feito com afeto. Se não tiver paciência melhor procurar alguém que possa auxiliá-lo. Os gritos e ameaças afetam sua auto-estima e seu filho além de um problema de aprendizagem vai acabar agregando um problema emocional.
Créditos:
 http://simaia.blogspot.com.br/2013/01/como-criar-bons-habitos-de-estudo-em.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

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II SEMINÁRIO DE ESTIMULAÇÃO, em Porto Alegre/RS.

 

Objetivo do curso

Discorrer sobre o programa de estimulação precoce, bem como sua relevância no processo de desenvolvimento das crianças com deficiência. Busca também discutir a importância da participação da família neste processo.
Apresentar experiências de estimulação precoce que visam contribuir com o processo de inclusão escolar das crianças com deficiência.

 

Programa

8h às  8h30´- Entrega de Materiais
8h30´às 10h:  
Estimulação Precoce: princípios norteadores
Rejane Fraga Farias, psicóloga, terapeuta em Estimulação Precoce, membro da equipe do Centro Lydia Coriat, Professora do Centro de Estudos Paulo Cesar D’ Avila Brandão.
10h às 10h30´: Coffe Break
10h30´às 12h: O papel da família no processo terapêutico
Gilca Maria  Kortmann, Mestre e Doutora em Educação Especialista em Estimulação Precoce.
12hàs 13h30´: Intervalo para o almoço
13h30´às 14h: Lista de presenças
14h às 17h: Experiências no âmbito da Estimulação Precoce
17h: Entrega de Certificados8h às  8h30´- Entrega de Materiais
8h30´às 10h:  
Estimulação Precoce: princípios norteadores
Rejane Fraga Farias, psicóloga, 
terapeuta em Estimulação Precoce, 
membro da equipe do Centro Lydia 
Coriat, Professora do Centro de Estudos Paulo Cesar D’ Avila Brandão.
10h às 10h30´: Coffe Break
10h30´às 12h: O papel da família no 
processo terapêutico
Gilca Maria  Kortmann
Mestre e Doutora  em Educação
Especialista em Estimulação Precoce
12hàs 13h30´: Intervalo para o almo-
ço
13h30´às 14h: Lista de presenças
14h às 17h; Experiências no âmbito da Estimulação Precoce
17h: Entrega de Certificados8h às 8h30´- Entrega de Materiais
8h30´às 10h:
Estimulação Precoce: princípios norteadores
Rejane Fraga Farias, psicóloga,
terapeuta em Estimulação Precoce,
membro da equipe do Centro Lydia
Coriat, Professora do Centro de Estudos Paulo Cesar D’ Avila Brandão.
10h às 10h30´: Coffe Break
10h30´às 12h: O papel da família no
processo terapêutico
Gilca Maria Kortmann
Mestre e Doutora em Educação
Especialista em Estimulação Precoce
12hàs 13h30´: Intervalo para o almo-
ço
13h30´às 14h: Lista de presenças
14h às 17h; Experiências no âmbito da Estimulação Precoce
17h: Entrega de Certificados 

 

Público alvo

Educadores, estudantes, coordenadores pedagógicos, psicólogos , terapeutas, pais e familiares de pessoas com deficiência.
Carga horária: 12h
Local: Teatro da Hebraica
Data: 13/04/2013

 

Valores

  • até 13/02/2013 - R$70.00;
  • até 08/03/2013 - R$100.00;
  • até 08/04/2013 - R$120.00;
  • no local 13/04/2013 - R$140.00;

 

Maiores informações:

www.educaacaors.com.br

Fonte:http://www.autismoevida.org.br/2013/01/ii-seminario-de-estimulacao-em-porto.html

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Oi pessoal,

Tanto curso acontecendo...nesta hora é que eu gostaria de me dividir em três, quatro, cinco...rs..infelizmente tenho que escolher entre tantos, qual farei. Fico muito feliz em poder aprender, em poder conhecer algo que acrescentará muito á minha profissão e também para meu crescimento pessoal. É o que sempre digo o aprendizado adquirido é algo que não tem preço. Eu já fiz a minha escolha de curso e você? Bem tenho certeza que se coincidir, nos encontraremos...rsrsr..e será um prazer trocarmos experiências. A gente se encontra.
Abraços e ótimo curso para nós que vamos.
Aproveitando este post, quero lembrar que está a venda a apostila que elaborei sobre as dificuldades de aprendizagem, quem se interessar é só entrar em contato comigo. 
  
CURSO BASICO PECS, em Porto Alegre/RS.
CURSO BASICO PECS- OFICIAL CHEGOU AO BRASIL!!!!
O QUE É O PECS?O PECS foi desenvolvido em 1985 como uma intervenções única aumentativa / alternativa de comunicação exclusiva para os indivíduos com transtorno do espectro do autismo e transtornos relacionados com deficiências de desenvolvimento. Usado pela primeira vez em Delaware Autistic Program, PECS tem recebido reconhecimento mundial por focar na componente de iniciação de comunicação. PECS não requer materiais complexos ou caros. Foi criado pensando nas famílias, educadores e cuidadores e por isso é facilmente utilizado em vários locais. O PECS começa ensinando o indivíduo a dar uma figura de um item desejado para um "parceiro de comunicação", que imediatamente honra a troca como um pedido. O sistema passa a ensinar discriminação de figuras e como colocálas juntas em sentenças. Nas fases mais avançadas, os indivíduos são ensinados a responder perguntas e fazer comentários. Esse instrumento tem sido bem sucedido com indivíduos de todas as idades que demonstram uma variedade de dificuldades comunicativas, cognitivas e físicas. Alguns alunos usando PECS também desenvolvem a fala. Outros fazem a transição para um dispositivo gerador de fala. Os estudos de apoio a eficácia do PECS continuam a se expandir, com pesquisas de países ao redor do mundo.
QUAL O PÚBLICO ALVO?Este curso é recomendado para os professores, assistentes, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, pais/cuidadores ou alguém que mora ou trabalha com indivíduos portadores de necessidades especiais. 
PALESTRANTE: Soraia Vieira- Fonoaudiologa, Mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade de Londres, com mais de treze anos de experiência trabalhando com crianças e adultos portadores de dificuldades de comunicação.
DATAS: Já temos as datas de treinamento para nossos Cursos Básico PECS até Julho de 2013, visite o nosso site para mais informações http://www.pecs-brazil.com/listing.php
Você sabia que oferecemos os Cursos no local de sua escolha? Fale conosco hoje para mais informações sobre estes serviços, soraia@pecs.com.
CURSO BASICO PECS- 2 DIAS
21 e 22 de Janeiro de 2013 - Manaus 
31 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2013 - São Paulo 
18 e 19 Fevereiro de 2013 -Curitiba
25 e 26 Fevereiro de 2013 - Fortaleza 
11 & 12 de Março de 2013 - Rio de Janeiro
18 e 19 de Março 2013 - Maceió
1 e 2 de Abril de 2013- Belo Horizonte
8 e 9 de Abril de 2013 - Belém
6 e 7 de Maio de 2013 - Campinas/SP
20 e 21 de Maio de 2013 - Recife
3 e 4 de Junho de 2013 - Brasília
17 e 18 de Junho de 2013 - Porto Alegre
1 e 2 de Julho de 2013 – São Paulo
8 e 9 de Julho de 2013 – Salvador
Vagas limitadas!!! Conto com a sua presença!!!!
Fonte:http://www.autismoevida.org.br/2013/01/curso-basico-pecs-em-porto-alegrers.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Curso Autismo Infantil: Avaliação Psicopedagógica

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Curso Autismo Infantil: Avaliação Psicopedagógica e Intervenções Educacionais Eficazes, em Porto Alegre/RS.


Objetivo:
Fornecer referencial teórico e prático para profissionais que atuem com crianças e jovens
com autismo no espaço pedagógico.

Público alvo:
Profissionais e estudantes de Educação, Saúde, Psicopédagogia, Psicologia, Fonoaudiologia e familiares. 


Programa:
- Avaliação diferencial.
- Principais escalas e técnicas utilizadas.
- Observação do comportamento e escolha da técnica adequada.
- Definição de prioridades para a intervenção.
- Elaboração do plano de intervenção.
- Acompanhamento da evolução do aluno/paciente.
- Avaliação continuada. 
- Psicoeducação com familiares.

Breve Curriculo profissional Profª Dra. Dayse Serra
Doutora em Psicologia pela PUC-Rio, Mestre em Educação pela UERJ, Psicopedagoga e Pedagoga, Especialista em Educação de Alunos com Autismo, Professora Adjunta- Educação Especial e Inclusiva / Psicologia na Universidade Federal  Fluminense e Pesquisadora do LIPIS/PUC-Rio.

DATA: 23 de Março  de 2013
HORA: Sábado: das 8:30h às 18:00h - com intervalo para Coffee
TOTAL: 8h de curso
LOCAL: Teatro do CIEE - Dom Pedro ll, 861 - Porto Alegre - RS

INVESTIMENTO:
160,00 até 18 de Fevereiro - Em até 2x no cheque
200,00 até 09 de Março - Em até 2X no cheque
Prazo de inscrição: Até dia 11 de Março de 2012 - Não faremos inscrições no local.

Termo de Compromisso:

Não será aceito o cancelamento da inscrição solicitado após o sétimo dia da sua realização.
Apenas poderá ser feita a substituição de nomes, via carta assinada pelo inscrito
( De acordo com o Código de Defesa do Consumidor-Art. 49).
O curso só será realizado se alcançarmos o número mínimo de inscrições necessárias.

INSCRIÇÕES POR DEPÓSITO:
A INSCRIÇÃO SOMENTE SERÁ EFETIVADA, MEDIANTE O ENVIO, POR E-MAIL OU FAX, DA FICHA DE INSCRIÇÃO JUNTAMENTE COM O COMPROVANTE DO DEPÓSITO BANCÁRIO.

Inscrições e Informações:
BIE LIVROS: Rua Giordano Bruno, 378 - Rio Branco - Porto alegre
Fone/Fax (51) 3331.5090 - 3019.4639 - E-mail: biecursos@terra.com.br
 
Depósito Bancário:Caixa Federal - Agência 0429 - Operação 003 - Conta Nº 1495-5
Nome: Bie Comércio (Comprovante de depósito por e-mail ou Fax, com ficha de inscrição).

Realização: Bie Cursos
www.biecursos.blogspot.com.br
Fonte: http://www.autismoevida.org.br/2013/01/objetivo-fornecer-referencial-teorico-e.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Neuropsicologia e as Funções Cognitivas

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Oi pessoal,
Achei esse artigo sensacional e muto interessante. Então boa leitura para todos.


O interesse do ser humano em buscar explicações sobre o comportamento e uma possível relação com o cérebro data desde a Antiguidade, época em que os gregos se tornaram os pioneiros na localização de lesões cerebrais em feridos de guerra. 
Desde então, a trajetória das neurociências vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, até chegar nos dias atuais, em que o avanço do aparato tecnológico e médico-científico possibilita a investigação mais complexa da atividade cerebral e sua correlação como comportamento humano, e ainda assim há muito para se descobrir nesse campo da ciência.

A neurociência é um campo interdisciplinar que abrange um conjunto de disciplinas dentre outras: neuroanatomia, neurofisiologia, neuroquímica, neuroimagem, genética, farmacologia, neurologia, psicologia, psiquiatria. As neurociências procuram estudar as várias relações entre o comportamento e a atividade cerebral.

Dentro das neurociências, o papel do psicólogo vem conquistando um grande destaque, que resultou na Resolução nº 02/2004 do Conselho Federal de Psicologia, que regulamenta a prática da neuropsicologia (diagnóstico, acompanhamento, reabilitação e pesquisa) como especialidade do profissional psicólogo através de registro e titulação. 
Todas as tarefas que diariamente realizamos necessitam da atividade cerebral. Para ler e compreender esse texto, anotar um recado para um colega, reconhecer alguém e lembrar seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que carro é um meio de transporte, lembrar o caminho de casa, são apenas alguns de uma infinidade de funções que nosso cérebro faz no dia a dia.

As principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas. É a partir da relação entre todas estas funções que entendemos a grande maioria dos comportamentos, desde o mais simples até as situações de maior complexidade, e que exigem atividades cerebrais mais elaboradas.

ATENÇÃO

A atenção é uma função cognitiva bem complexa e diversos comportamentos resultam de um nível adequado de atenção para serem bem sucedidos, por exemplo: assistir um filme e compreendê-lo; manter o foco de conversação em um ambiente ruidoso. A atenção também é um pré-requisito fundamental para o processo de memorização.

O conceito de atenção é definido pela seleção e manutenção de um foco, seja de um estímulo ou informação, entre as inúmeras que obtemos através de nossos sentidos, memórias armazenadas e outros processos cognitivos. Em outras palavras, dirigimos nossa atenção para o estímulo que julgamos ser importante num exato momento. Os outros estímulos que não os principais, passam a fazer parte do “fundo” não sendo mais os focos na atenção.

Podemos estudar e avaliar os diferentes aspectos da atenção, por exemplo:
atenção seletiva: quando o indivíduo escolhe um estímulo ao qual prestará atenção, por exemplo, ler um livro ao invés de assistir tv, mesmo que esta esteja ligada e faça ruídos ao fundo; 
atenção dividida: caracteriza-se pela capacidade do indivíduo em prestar atenção em mais de um estímulo ao mesmo tempo, por exemplo, conversar enquanto dirige um veículo, trabalhar no computador enquanto atende ao telefone;
Nossa capacidade de manter a concentração é restrita, e depende de inúmeros fatores, desde a falta de vontade ou ânimo por algum assunto, até a dificuldades específicas, como as presentes no TDAH (veja seção principais diagnósticos) que interferem na capacidade de atenção seletiva e dividida, ou seja, todos nós temos alguma dificuldade atencional, se isso representa um problema a ser tratado, depende do grau de comprometimento e do número de sintomas.

Problemas de concentração podem ser resultantes de um distúrbio atencional simples, ou a uma inabilidade de manter o foco de atenção intencional, ou até aos dois problemas ao mesmo tempo. No nível seguinte de complexidade, está o rastreamento mental que também é afetado por dificuldades atencionais. A preservação da atenção é um pré-requisito para atividades que requeriam, tanto concentração, como rastreamento mental. A habilidade de manter a própria atenção focada em um conteúdo mental fica diminuída, ou seja pode-se ter dificuldade de para se manter uma seqüência de pensamentos simples, o que invariavelmente compromete a habilidade de solução de problemas mais complexos.

Elucidar a natureza dos problemas atencionais, depende não somente da complexa observação do comportamento geral do paciente, assim como o desempenho em testes específicos que envolvam concentração e trilhas mentais. Somente com a comparação entre as várias observações, pode ser possível a distinção entre os déficits globais e aqueles mais discretos e normais presentes na maioria das pessoas.

MEMÓRIA

A memória é uma das funções cognitivas mais utilizadas pelo ser humano em seu cotidiano. Memória é a capacidade de armazenar informações, lembrar delas e utilizá-las no presente. O bom funcionamento da memória depende inicialmente de do nível de atenção. Para que o bom armazenamento aconteça outras atividades cognitivas como a capacidade de percepção e associação é importante para que as informações possam ser armazenadas com sucesso.

A memória pode ser classificada de forma simples, de acordo com a duração e os tipos de informação envolvidos:
memória de curto prazo: também conhecida como memória de trabalho, armazena (numa quantidade limitada) informações por alguns minutos. A memória de trabalho possibilita, por exemplo, uma pessoa discar um número de telefone que alguém acabou de lhe dizer ou repetir algumas frases de um texto lido naquele exato momento. 
memória de longo prazo: ao contrário da anterior, a memória de longo prazo tem uma capacidade maior para o armazenamento de informações, que permanecem com o indivíduo durante longos períodos, podendo até ficar guardadas indefinidamente. Por exemplo, as lembranças de fatos ocorridos na infância, o aprendizado de conteúdos escolares, a fisionomia ou o nome de alguém que ao se vê há tempos, etc. Dentro da memória de longo prazo, encontram-se os seguintes tipos:

memória episódica: fazem parte desse conjunto os eventos vivenciados pela pessoa que os recorda, em um determinado tempo e lugar, por exemplo, uma viagem de férias, o primeiro dia num emprego, o nascimento de um filho, ou até eventos negativos como uma situação de violência. Assim, a memória episódica é constituída por lembranças autobiográficas que representam um significado importante para o indivíduo.

memória semântica: corresponde ao conhecimento de fatos da vida em geral, como o idioma falado, o significado das palavras, o nome de objetos e que não têm qualquer ligação com as experiências dotadas de algum tipo de emoção, como descrito na memória episódica.

memória procedural: esse tipo de memória é ligado ao conhecimento de procedimentos corriqueiros e automáticos, por exemplo, lembrar como se toca um instrumento musical, andar de bicicleta, vestir-se, etc.
Com o avanço da idade, a partir do 50 anos, é comum as pessoas se queixarem de dificuldades de memória, o que traz um certo desconforto ou ate o receio de que possa ser o início de um quadro patológico, como o Mal de Alzheimer, porém é importante ressaltar que o declínio da memória como avanço da idade é completamente normal.

Não é só a idade que provoca prejuízos na capacidade de memória; o estresse emocional, a depressão e problemas de ordem física são outros importantes fatores.

Por outro lado, existem também fatores que favorecem a memória, como a motivação e as emoções. Quanto maior o interesse em aprender algo, melhor será o armazenamento das informações obtidas nesse processo, assim quanto maior o número de emoções (sejam elas positivas ou negativas) atribuídas a um evento mais chances dele permanecer na memória para uma futura recuperação.

LINGUAGEM

A linguagem é uma função que usamos todos os dias, durante a maior parte do tempo, seja através da linguagem oral (numa conversa) ou da escrita (ao ler ou escrever um texto).

O conceito de linguagem é definido pelo uso de um meio organizado de combinar as palavras a fim de se comunicar, embora a comunicação não se constitua unicamente num processo verbal. As formas não-verbais, como gestos ou desenhos também são capazes de transmitir idéias e sentimentos.

Tanto a fala quanto a escrita são processos em que o indivíduo seleciona as palavras que conhece e as organiza num determinado contexto, dentro das regras gramaticais de seu idioma.

A linguagem é um processo que ocorre apenas se existir uma seqüência coerente de símbolos (sons ou palavras). Assim, para uma comunicação ser satisfatória, o indivíduo precisa compreender uma determinada informação para entender a seguinte, e daí por diante até o fim de um texto ou uma conversa.

Mesmo que a pessoa leia um texto com muita atenção e compreensão, dificilmente as frases serão armazenadas exatamente iguais como aparecem no texto. Apenas as informações mais relevantes, como palavras-chave e as idéias centrais, serão necessárias para a compreensão e armazenamento na memória de longo prazo.

A leitura adequada é aquela que o sujeito organiza as palavras em grupos coerentes, dos quais será extraído um significado geral e associados ao tema principal do texto.

A linguagem também é caracterizada pela sua constate evolução, pois embora as pessoas respeitem os limites de sua estrutura (gramática, ortografia), elas podem produzir novas elocuções a qualquer momento. Basta observar as mudanças ocorridas na escrita de certas palavras há algumas décadas atrás, por exemplo “pharmácia”.

PERCEPÇÃO 
A percepção é uma função cognitiva que se constitui de processos pelos quais o sujeito é capaz de reconhecer, organizar e dar significado a um estímulo vindo do ambiente através dos órgãos sensoriais.

Por exemplo, se um indivíduo tem seus olhos vendados e lhe são oferecidos alguns objetos para tatear, ele é capaz de reconhecer - através de informações armazenadas - a textura (áspero ou macio, duro ou mole), a forma (quadrado, redondo, grande, etc.) e depois nomear o objeto. O mesmo processo ocorre com os outros sentidos como o olfato (reconhecer que é “cheiro de fumaça"), a gustação (identificar se algo é doce ou salgado), a audição (saber que um som é do canto de pássaros), ou a visão (identificar um obstáculo ao dirigir um veículo e desviá-lo).

As agnosias são os déficits na capacidade de percepção dos estímulos sensoriais, especialmente os relacionados à visão. Embora o sujeito não seja portador de qualquer tipo de deficiência sensorial, ele não é capaz de reconhecer e identificar o estímulo que lhe é oferecido, normalmente em conseqüência a lesões cerebrais adquiridas.

FUNÇÕES EXECUTIVAS

As funções executivas compreendem um conceito neuropsicológico que se aplica às atividades cognitivas responsáveis pelo planejamento e execução de tarefas. Elas incluem o raciocínio, a lógica, a estratégias, a tomada de decisões e a resolução de problemas. Todos esses processos cognitivos são produzidos diariamente, pois uma série de problemas - dos mais simples aos de maior complexidade - ocorrem na vida do ser humano. Assim, independente do grau de complexidade do problema, o sujeito precisa estar apto para analisar a situação (problema), lançar mão de estratégias, e antever as conseqüências de sua decisão.

O cotidiano oferece diferentes desafios ou simplesmente situações imprevistas que exigem uma boa habilidade para um manejo adequado. Por exemplo, descobrir o melhor caminho para se chegar num determinado local, uma nova função no emprego, aumentar o orçamento doméstico, ou mesmo durante o desenvolvimento da criança, que a cada momento descobre uma nova possibilidade e vai em busca de uma nova habilidade.

Existem três tipos de resolução de problemas:
inferente: utilizada quando o indivíduo está frente a uma situação desconhecida e pela qual ainda não existem soluções disponíveis. Sendo assim, é necessário avaliar os elementos que compõem o problema e deduzir (inferir) qual a melhor estratégia para superar aquele problema, ou no pelo menos minimizar seus efeitos. Na medicina isso é bastante utilizado quando se tem um determinado quadro patológico desconhecido. 
analógica: é o uso de recursos anteriormente utilizados em situações semelhantes. 
automática: é o tipo que se caracteriza pela espontaneidade. Ocorre principalmente se a pessoa que o utiliza tem bastante prática no problema, por exemplo, um motorista experiente.

CONCLUSÃO

Como pode ser visto todas as funções cognitivas interagem entre si.
 A separação existe apenas para fins educativos, pois o ser humano é caracterizado por sua totalidade. As funções executivas reúnem todas as funções anteriores. Para resolver um determinado problema, o sujeito precisa utilizar todas as funções cognitivas. Por exemplo, ao detectar um cheiro de fumaça (atenção), ele vai reconhecer (percepção) de acordo com o que já foi aprendido (memória) que esse pode ser um sinal de incêndio; a partir de então ele busca estratégias para solucionar o problema, como primeiro se certificar do que se trata, manter a calma, retirar as pessoas do local, e chamar por socorro (funções executivas).
A atuação do neuropsicólogo - seja na pesquisa, na avaliação ou na reabilitação - se dá sobre os quadros que envolvem algum distúrbio das funções cognitivas, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Mal de Alzheimer, Dislexias, ou qualquer distúrbio neurodegenerativo, na avaliação pré-cirúrgica, etc.
É importante lembrar que a neuropsicologia é uma área das neurociências e que portanto, o neuropsicólogo não trabalha sozinho, e sim existe uma equipe atuando em conjunto para o bem estar do paciente.

Fonte: http://www.plenamente.com.br/artigo/66/neuropsicologia-as-funcoes-cognitivas.php