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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Professor categoria O...!!! Aff isso é Brasil!!

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Bem, este é um assunto que revolta e muito. Absurdo ver o que o Governo faz com nós professores. Será que pensam que não temos família para sustentar? nem contas para pagar? Duzentenas ou quarentena é o  tempo que o estado quer que nós professores fiquemos sem dar aulas. Queria entender o que se passa na cabeça se é que esses governantes possuem uma. É, o Brasil precisa mesmo deixar professores tanto tempo fora da sala de aula, tem professor sobrando né Sr. Governantes e somos bem pagos e valorizados. Revolta total!!! 

DESEMPREGO E PRECARIZAÇÃO NO INÍCIO DO ANO LETIVO NA REDE ESTADUAL DE SÃO PAULO

Essa semana se iniciou o ano letivo na rede estadual paulista. Com isso, apesar da educação ser tratada sempre como tema central no discurso, vemos um caos anunciado para as escolas do estado e seus professores.
Como sabemos, a maior rede de ensino do país trata seus professores com desprezo. Historicamente, haja vista que o PSDB está há 20 anos no governo do estado, as escolas dependem no seu cotidiano dos professores contratados temporariamente. Nunca houve, e isso é motivo de repúdio e vergonha, concursos públicos e chamadas que dessem conta de suprir a necessidade da rede. O governo adotou, inclusive, uma política de contratação de professores aprovados em concurso, não realizando a chamada para efetivá-los. Uma situação de precarização do trabalho docente e desvalorização profissional, alinhada com uma política de retirada de direitos e ajuste fiscal. Dessa forma, foi-se arrastando uma situação desigual entre os profissionais que atuam no dia-a-dia das unidades: são várias “categorias” de professores: concursados, admitidos, efetivos, contratados temporariamente, precários. Entre os professores contratados, há uma subdivisão que quase esgota as letras do alfabeto: Categorias “O”, “F”, “L”, “S”, “I”...

Neste início de 2015, os professores da categoria “O” estão vivendo uma situação alarmante: cumprem a chamada “duzentena”, um período obrigatório de 200 dias de intervalo entre o fim de um contrato e início de outro. Fazem parte da categoria “O” professores contratados, pelo tempo de um ano ou até o término do ano letivo, nos termos da Lei Estadual Complementar 1.093/2009. Essa Lei estabeleceu um processo seletivo (uma provinha) para a contratação de professores, que por vezes já trabalhavam há mais de dez anos na rede estadual, e tornou a situação funcional desses profissionais ainda mais precária, prejudicando-os não só na atribuição de aulas, mas até mesmo no tratamento de sua saúde, por serem impedidos de fazer uso do hospital do servidor público estadual. Tal contratação significa o desejo do governo estadual de não gerar vínculos empregatícios com seus professores, economizar recursos e retirar direitos dos funcionários que trabalham na administração pública.

O cumprimento de “duzentenas” e “quarentenas” deixou centenas de professores desempregados e instituiu uma lógica perversa para esses profissionais, que praticamente intercalam um ano de trabalho e seis de “intervalo não remunerado”. Seria desnecessário dizer, mas nesse caso parece importante lembrar o Senhor Governador Geraldo Alckmin que os professores e professoras são trabalhadores que tem necessidades como quaisquer outros, durante todos os meses do ano, e dependem de seus salários para a manutenção da vida e de suas famílias. É preciso lutar contra a “duzentena” e por melhores condições de trabalho para os professores da rede estadual, e nesse sentido o movimento de educadores já está se movimentando com indicativo de greve para esse ano.

Ao mesmo tempo, vale destacar que a situação da categoria “o” é altamente contraditória com a realidade da rede, que por consequência iniciará o ano com muitas turmas sem professores. Além disso, houve o fechamento de centenas de classes em diversas regiões do estado, gerando superlotação nas turmas, por vezes com mais de 40 ou até 50 alunos. A diminuição de Professores Coordenadores Pedagógicos por escola também avulta contra a qualidade do ensino, assim como o corte realizado no final de 2014 na verba da Rede de Suprimentos, que se destina à compra de materiais de escritório e de limpeza e no programa “Trato na Escola”, que impediu que a manutenção das escolas, pintura e outras pequenas reformas fossem feitas entre o fim do ano letivo e o início do novo. Ou seja, as escolas iniciam o ano com estrutura física e material ainda pior do que encerraram em 2014.

Por fim, a crise da água, de responsabilidade do governo estadual, atingirá também as escolas da rede e preocupa saber quais condições de higiene e manutenção das unidades será possível para que se mantenha o calendário escolar, em um cenário que se projeta cada vez mais caótico no estado.

São os educadores e alunos da rede estadual paulista que sofrem no cotidiano a irresponsabilidade do governo com suas políticas e ações, que privilegiam a todo custo os interesses do mercado e o enfraquecimento do Estado na oferta de educação pública de qualidade para todos. Essa situação não pode continuar. Nossa solidariedade aos professores da Categoria “O” da rede paulista, e a todos educadores que iniciam suas atividades em situação de extrema precarização. Em defesa do direito à educação e por uma escola pública, gratuita, laica e de qualidade para todos!

Ivan Valente
Dep. Federal – PSOL/SP
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Oi Galera,

Tive alguns problemas em acessar o blogger, por isso fiquei alguns dias sem postar.

Hoje vou falar brevemente sobre um programa muito especial que visa ajudar pessoas que tem "orelha de abano" e que sofrem bullying por causa disso. Este programa foi criado pelo médico Dr. Marcelo Assis, um excelente cirurgião que tem resgatado a autoestima de milhares de pessoas. Agora recentemente o projeto orelhinha fez um parceria com a Fundação C.A.S.A, totalmente custeado pelo programa.
Quem quiser saber mais sobre esse programa e o programa plástica para todos acessem o site e se informe conheçam esse programa. Super recomendo. Fui paciente do Dr. Marcelo e garanto realização total.

Parabéns a este profissional que serve de exemplo. Sucesso Dr. Marcelo Assis.




http://www.projetoorelhinha.com.br/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Não a Reduçao da maioridade Penal- 1 POST DO ANO!

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Olá Leitores(as),

Este é nosso primeiro post do ano..e como sempre "bato na mesma tecla". Um assunto polêmico mas que merece nossa atenção e reflexão.
Espero que possamos refletir sobre o que acontece de fato com nossos jovens que clamam por ajuda.

Bem dizia o filósofo Carlito Maia: “O problema do menor é o maior.”

Nós preocupamos em redução da maioridade penal, com base em um sentimento de revolta, ódio e de vingança e que não resolve e nem ameniza o problema da violência.

Nos esquecemos das piores mazelas que há em nosso País, a começar por uma política pública falida, a pobreza, as drogas, o abuso, a exploração sexual, o trabalho infantil, e tantas outras que acabam levando nossos jovens ao mundo do crime.

Deveríamos nos preocupar mais com as medidas de prevenção da criminalidade, focando e cobrando do Governo essas medidas. Investindo mais na educação, em escolas com equipes multidiciplinar para  atender as devazagens apresentadas pelos alunos, minimizando assim uma futura evasão escolar, lazer e cultura diminuindo as chances de serem recrutados para o crime.

 Falamos sempre sobre os efeitos da violência mas não nas suas causas, falamos como reprimir mas não como prevenir.

Precisamos que esses jovens tenham mais mãos estendidas, dos que mãos que apontem e acusem.
Não é com ódio que se derruba a violência, mas com amor e respeito.

Lutar sim, para que de fato a sociedade em geral e o poder público assegure com prioridade os direitos referentes á vida, a saúde, ao esporte, a profissionalização, a dignidade, ao respeito, a convivência familiar e comunitária (Art.4 do E.C.A).

Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do Estado que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.
A constituição brasileira assegura nos artigos 5º e 6º direitos fundamentais como educação, saúde, moradia, etc. Com muitos desses direitos negados, a probabilidade do envolvimento com o crime aumenta, sobretudo entre os jovens.
(Aqui eu ainda diria, que o Governo precisa rever seus programas que ao invés de ajudar nesse sentido acaba estimulando o aumento descontrolado "em fazer filhos").
O adolescente marginalizado não surge ao acaso. Ele é fruto de um estado de injustiça social que gera e agrava a pobreza em que sobrevive grande parte da população.
A marginalidade torna-se uma prática moldada pelas condições sociais e históricas em que os homens vivem. O adolescente em conflito com a lei é considerado um ‘sintoma’ social, utilizado como uma forma de eximir a responsabilidade que a sociedade tem nessa construção.
Reduzir a maioridade é transferir o problema. Para o Estado é mais fácil prender do que educar.
Se reduzida a idade penal, estes serão recrutados cada vez mais cedo.
O problema da marginalidade é causado por uma série de fatores. Vivemos em um país onde há má gestão de programas sociais/educacionais, escassez das ações de planejamento familiar, pouca oferta de lazer nas periferias, lentidão de urbanização de favelas, pouco policiamento comunitário, e assim por diante.
A redução da maioridade penal não visa a resolver o problema da violência. Apenas fingir que há “justiça”. Um auto engano coletivo quando, na verdade, é apenas uma forma de massacrar quem já é massacrado.
Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.
O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciaria, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciarias, como universidades.
O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.

http://www.revistaforum.com.br

Vamos refletir, qual o nosso papel enquanto sociedade?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Boas Festas

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Reflexão - Feliz  Natal e um Ano Novo cheio de realizações

Viva 2015!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Diga NÃO a redução da maioridade penal !!!

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Espero que isso seja usado para que as pessoas entendam o que é a medida sócio educativa! Não posso falar com certezas, mas o mérito total é dessa professora, que provavelmente teve que enfrentar todo o sistema de uma estrutura que diz que esses meninos são "os lixos da nossa sociedade". Ah, se todos entendessem que dá porrada em alguem que só tomou porrada não vai resolver...
Trabalhar na fundação é matar um leão por hora...e não estou falando dos meninos! Só para constar: foi na fundação que tive o maior respeito por parte dos alunos pela minha profissão.
Se até hoje não abandonei a sala de aula, como ocorre com a maioria dos meus colegas de trabalho, foi por esses meninos!!!
EU ACREDITO E SEMPRE IREI ACREDITAR NESSES MENINOS...!!! 

Interno da Fundação Casa vence Olimpíada da Língua Portuguesa

Exigência do concurso era escrever poema sobre lugar onde vive. Rapaz que divide cela com adolescentes venceu com poema sobre a liberdade.




Sete metros de muralha. Arame farpado até o topo. Revista pesada. Sob intensa vigilância, 61 jovens em conflitos com a lei estão internados. Todos multireincidentes com no mínimo três passagens pela Fundação Casa de São Paulo.
“São adolescentes que já estão infracionando há muito tempo. Tem jovens de 17 até 20 anos. Então é a última oportunidade mesmo. Se ele sair e voltar a infracionar, ele vai para o meio prisional”, diz o diretor da unidade Cristian Lopes de Oliveira.
“Eu sou a penúria em busca da opulência. Um pássaro em busca da liberdade."
No caminho enjaulado, que leva às salas de aula, fragmentos de poesia.
“O plebeu andarilho, favelado, vagabundo. À procura de um mundo melhor."
O autor desses versos é um jovem de 17 anos que divide uma cela com outros cinco adolescentes. É a terceira vez que ele é apreendido. Na primeira tinha apenas 13 anos.
Jovem: Aconteceu um imprevisto de eu ir pela cabeça de um colega aí aconteceu de eu ir preso.
Fantástico: Mas o que aconteceu?
Jovem: Uma infração de tráfico.
Depois foram mais duas restrições de liberdade por tráfico, como é chamado a medida pela lei brasileira. Mas para ele, que cumpre essa última já há um ano e dois meses o significado real é outro: “Prisão, quando fala prisão tem um peso na palavra”, diz o jovem.
Ele jamais poderia imaginar que uma palavra tão opressiva pudesse virar poesia. “Essa história começou com a minha professora. Eu nunca tive uma professora igual a ela”, afirma.
Maria da Penha, uma professora de português, que já foi assaltada cinco vezes por adolescentes, foi trabalhar na Fundação Casa disposta a mudar o mundo. “O meu trabalho diário é esse, de eles acreditarem no potencial que eles têm”, diz a professora Maria da Penha da Silva.
Foi então que ela falou de poesia aos alunos. “Ela não propôs prêmio, ela não propôs viagem. Ela não falou nada. Ela falou para escrever”, diz o jovem.
E o garoto escreveu: “vida em transição. Viver na Fundação não é bom. Bom é ser livre, em toda situação. Acordo e vejo grades, meu peito dói de verdade."
“Quando eu peguei o texto ele foi um dos primeiros a entrar. Eu olhei o texto e falei nossa que texto bom”, conta a professora.
Então, veio a ideia de inscrever o poema na Olimpíada da Língua Portuguesa. “Esse concurso acontece a cada dois anos e desde 2010 eu mando textos dos meus alunos. Nunca tinha tido nenhum classificado”, afirma Maria da Penha da Silva.
Qual não foi a surpresa? Como um interno da Fundação Casa concorrendo com mais de 50 mil alunos de escolas públicas de todo Brasil foi passando de eliminatória em eliminatória.
Fantástico: E quando chegou o primeiro resultado?
Maria da Penha: Nossa. Eu já me senti campeã.
Depois vieram mais duas etapas e ele ficou entre os 38 finalistas do país inteiro. “Eu não esperava isso. Escrever o poema e dar repercussão que deu. Poder chegar onde cheguei”, diz o jovem.
A exigência do concurso era escrever um poema sobre o lugar onde vive o aluno. O rapaz que mora em uma cela escreveu sobre a liberdade.
“Para mim não existe só a liberdade do corpo. Existe a liberdade da alma, do espírito, dos pensamentos”, afirma o rapaz.
E foi justamente esse pensamento livre que o levou à Brasília onde acontece a grande final da Olimpíada da Língua Portuguesa. Quando cruzarem o portão de desembarque do aeroporto, o garoto cumpre mais uma etapa dessa viagem de sensações que a poesia lhe proporciona.
Fantástico: Animado ou ansioso?
Jovem: Os dois.
A mãe e a professoram acompanham o jovem. Sob a responsabilidade da Fundação Casa conheceu Brasília junto com os outros alunos finalistas. “Foi tudo novo. Poder ver a rua, os carros, as pessoas. Poder ter contato com as pessoas de fora também. Eu indo para lá abriu novas portas para mim. Eu tive uma visão mais ampla da vida”, diz o jovem.
O anúncio dos vencedores da Olimpíada foi na quarta-feira (17), em uma cerimônia concorrida. O resultado veio em uma torrente de emoção.
O poeta da Fundação Casa comemorou o primeiro lugar abraçado à professora. “Vitória de um sonho e acreditar”, diz a professora Maria da Penha.
“É uma vitória para mim. É uma superação de vida diferente para mim”, diz o poeta vencedor.
Mas faltou alguém nessa premiação. O poeta da Fundação Casa, que aos 17 anos já pai de um casal de gêmeos, só viu os filhos duas vezes na vida. “Eu tenho minha mulher e meus dois filhos. Nunca vi minha a mulher, meus dois filhos e eu juntos”, diz o jovem.
Dentro de um mês e meio deve deixar a Fundação Casa. Por isso mesmo diz que fará de tudo para receber o maior prêmio de sua vida. “Ter minha formação na faculdade, dar educação, o amor, o respeito, para os meus filhos e para minha esposa e ver minha família bem. Sem luta não há conquista. Se você sonhou com alguma coisa, você tem que ter determinação e foco naquele sonho, que você correndo atrás, você conquista o sonho que você tem”, aconselha o poeta.
Talvez o próprio poema fale pelo poeta. “Errar é humano, mas aprender é a melhor coisa. Hoje me tornei um estudante. Descobri que sou inteligente, produzi este poema e me sinto importante”, diz ele.
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/12/interno-da-fundacao-casa-vence-olimpiada-da-lingua-portuguesa.html

domingo, 21 de dezembro de 2014

Diga NÃO a redução da maioridade penal..!!!

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Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência




Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência.
A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima

Por Frei Betto

Voltou à pauta do Congresso, por insistência do PSDB, a proposta de criminalizar menores de 18 anos via redução da maioridade penal.
De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.

Leia também: Quatro razões para não reduzir a maioridade penal
Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.

O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.

O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.
Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.

Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.

Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.

Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.

Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?

Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%.

Portanto, não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes?

Leia mais: Aécio Neves defende redução da maioridade penal
Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do Estado que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.

Que tal criminalizar o poder público por conivência com o crime organizado? 
Bem dizia o filósofo Carlito Maia: “O problema do menor é o maior.”

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/todos-os-paises-que-reduziram-maioridade-penal-nao-diminuiram-violencia.html

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